Prato
feito Brasil afora. Será que o PF é sempre bom, barato e saudável? Antes de
comer o seu, confira.
“A
gente é responsável pelo que a gente come. Então, não é porque a gente come
fora de casa que eu vou comer qualquer coisa. Porque, às vezes, as pessoas têm
essa relação. “Eu vou comer sempre um arroz e feijão, porque é mais saudável do
que comer um sanduíche ali da esquina”. E nem sempre isso é verdadeiro. A gente
tem que ter muito cuidado com onde a gente está comendo”, afirma a professora
de nutrição Raquel Botelho, da Universidade de Brasília (UNB).
Cuidado
para não exagerar. E fique de olho no preparo dos alimentos. “Então, se for nas
cubas do restaurante, a gente consegue ver aquele feijão que começa a ter
aquela nata, aquele sobrenadante que é aquela gordura, que normalmente sobe. O
arroz não precisa brilhar. Ele é opaco. Quanto mais ele é soltinho e brilhante,
mais óleo ele levou”, ressalta a professora da UNB.
“Aquela
cuba com peito de frango grelhado, se você conseguir puxar os peitos com a
colher que está lá para ser servido, você vai ver que ela tem um óleo por
baixo. Quer dizer, quanto mais óleo, é porque realmente foi frito e não
grelhado”, diz Raquel Botelho.
Você
deve estar pensando por onde começar. Mas, se você puder cozinhar em casa, pelo
menos, no fim de semana, aproveite. “Podem ser processos altamente
gratificantes a serem feitos em grupo pela família, como sempre foi. Não usar o
alimento como meio de trocar afetividade é uma perda muito grande para nossa
sociedade”, ressalta o professor e pediatra José Augusto Taddei , da
Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “É um momento de conversar, de
interagir e de criar essas vinculações afetivas e sensitivas, porque junto com
o afeto vem a sensação do gosto do alimento”.
Durante
as gravações, uma receita fez sucesso na nossa equipe. Foi o picadinho feito
com talos de verduras e com aquela parte branca da melancia. “Na parte branca
da melancia, tem mais fibras do que na parte da polpa mesmo. No talo do agrião,
tem mais proteína do que na própria folha do agrião”, declara a nutricionista
Lícia Sanchez Vendruscolo.
Muita
gente pode torcer o nariz um pouco para essa história de talo, porque não está
habituado a isso. Como vencer esse preconceito? “Você faz a receita, deixa todo
mundo experimentar e depois explica o que tinha. Porque, no final das contas,
ela fica boa”, explica a nutricionista. “Aproximadamente, seria R$ 6 o prato
inteiro. Ao todo, são R$ 6 para seis pessoas. Vai sair uma média de R$ 1 por
pessoa. Barato e saudável ao mesmo tempo”.
Você já fez a sua lista de compras? Experimente novas receitas. Aceite este
desafio e bom apetite!