Agentes
federais e detetives da polícia de Nova York prenderam no início desta
terça-feira (4) um cidadão paquistanês naturalizado americano, apontado como
suspeito do fracassado atentado com um carro-bomba em Times Square no
último sábado (1).
Segundo
fontes ouvidas pelo jornal The New York Times, o homem foi identificado como
Faisal Shahzad e teria comprado o carro modelo Nissan Pathfinder, de 1993, onde
a polícia encontrou os artefatos explosivos. O veículo foi deixado na altura da
rua 45, em uma das regiões turísticas mais movimentadas da ilha de Manhattan.
"Às
23h45 (0h45 de Brasília, terça-feira), Faisal Shahzad foi detido", afirma
um comunicado da procuradoria de Nova York. "Agentes do FBI e do
departamento de polícia de Nova York prenderam Shahazad por ter supostamente
dirigido um carro-bomba até Times Square no fim da tarde de 1º de maio",
completa a nota.
Shahzad
foi preso no John F. Kennedy de Nova York e aparentemente estava tentando fugir
do país, com destino a Dubai, nos Emirados Árabes. Ele tinha retornado aos EUA
recentemente, após uma viagem de cinco meses ao Paquistão.
Em
Washington, o secretário de Justiça Eric Holder anunciou a detenção e afirmou
que a investigação prossegue, perseguindo várias pistas. "Mas está claro
que a intenção por trás deste ato terrorista era a de matar americanos",
declarou Holder.
As
autoridades americanas começaram a procurar o suspeito depois que rastrearam o
antigo proprietário do veículo Nissan preto, registrado anteriormente na cidade
de Bridgeport (Connecticut), que tinha anunciado a caminhonete para venda em
vários sites de revenda de carros. Segundo o antigo dono, o suspeito pagou o
carro em dinheiro vivo e a venda foi tratada sem qualquer documentação formal.
O
artefato explosivo encontrado dentro do carro era feito com fertilizantes,
fogos de artifícios, gasolina e gás propano, e foi descrito como
"amador", mas segundo as autoridades, tinha o potencial de causar uma
grande bola de fogo e um incidente "mortal".
Alertada
por um vendedor de rua, a polícia evacuou a região da Times Square na noite de
sábado e desativou o carro-bomba.
Uma
força conjunta antiterrorismo, que inclui oficiais do Departamento de Justiça e
do FBI, a polícia federal americana, está agora analisando as ligações
telefônicas feitas pelo homem. Logo após o atentado, o prefeito de Nova York,
Michael Bloomberg, e a secretária americana de Segurança Interna, Janet
Napolitano, insistiram que não havia evidências de que a tentativa de atentado
tenha ligação com alguma grande rede extremista, como a Al Qaeda ou o Taleban,
mesmo após terroristas estrangeiros já terem reivindicado a autoria do atentado
frustrado.