Equipes
de resgate tentam nesta segunda-feira (10) salvar 59 pessoas que continuam
presas dentro da maior mina de carvão da Rússia, que sofreu duas explosões no
último sábado deixando 31 mortos.
Segundo
nota do Ministério das Emergências, as explosões na mina Raspadskaya, 3 mil
quilômetros a leste de Moscou, na região da Sibéria, ocorreram por causa da
concentração de gás metano.
Aman
Tuleyev, governador da região de Kemerovo, onde fica a mina, disse que o tempo
está se esgotando para que os mineiros sejam resgatados com vida de áreas onde
o sistema contra inundações falhou. "Se Deus quiser, eles ainda estão
vivos", disse ele em entrevista a TVs locais. "Essa possibilidade
ainda existe, mas... temos só 48 horas antes que inunde."
Esse
é o pior desastre em uma mina russa desde maio de 2007, quando 39 morreram por
causa de uma explosão de metano na mina de Yubileynaya, também em Kemerovo.
Mais
de 350 mineiros estavam no subsolo na hora da primeira explosão, pouco antes da
meia-noite de sábado. Quase 300 conseguiram fugir. "Sentimos a onda:
poeira, gás e ar quente", disse um mineiro não-identificado à rádio Ekho
Moskvy. "Ficamos bloqueados de ambos os lados, mas escapamos pela saída de
emergência."
Dezenas
de parentes se reuniram em um edifício próximo, muitos se abraçando e alguns
chorando à espera de notícias.
Com
a voz embargada, Alexandra Onishchenko contou à TV Rossiya 24 que estava
perdendo a esperanças de ver seu filho com vida. "Que razões (para
esperança) nós temos? Eles poderiam tê-los retirado nas quatro horas anteriores
à (segunda) explosão."
O
Ministério Público russo anunciou um inquérito criminal sobre possíveis
violações das regras de segurança. "Precisamos fazer tudo o que for
possível para salvar as pessoas", disse o primeiro-ministro Vladimir Putin
em videoconferência com líderes das equipes de resgate no domingo.