Sete
crianças e uma professora foram esfaqueadas e mortas durante um violento ataque
a uma creche no noroeste da China na manhã desta quarta-feira (12), no quinto
caso semelhante registrado no país desde 23 de março. Pelo menos mais 12
pessoas foram feridas durante as agressões, informou a agência estatal chinesa
Xinhua.
A
estatal havia informado anteriormente, com base na informação de Liu Xiaoming,
porta-voz da cidade de Hanzhong Nanzheng, que sete crianças morreram durante o
ataque. Mas Xiaoming corrigiu a informação à Xinhua, ao incluir mais uma vítima
fatal, a professora Wu Hongying.
Entre
as crianças mortas, estão cinco meninos e duas meninas. AS idades não foram
informadas. Onze crianças e um adulto ficaram feridos e foram levados para um
hospital da região. Duas crianças estariam em estado grave.
O
ataque ocorreu numa creche no município de Hanzhong Nanzheng, na província de
Shaanxi, por volta de 8h (21h de terça-feira, 11, em Brasília) .
Segundo
a Xinhua, o responsável pelo ataque, um homem de 48 anos identificado como Wu
Huanmin, se matou. De acordo com versão das autoridades locais, o homem deixou
o prédio após as agressões e voltou para casa, onde se suicidou. O motivo do
ataque não é conhecido.
Série de ataques
A série de agressões na China começou no dia 23 de março, quando Zheng
Minsheng, um cirurgião que tinha perdido seu trabalho e sua namorada, matou a
punhaladas oito crianças e outras cinco na porta de um colégio na província
sudeste chinesa de Fujian.
Zheng
foi condenado à morte, e no mesmo dia de sua execução, 28 de abril, outro homem
armado com uma faca feriu 16 crianças e um professor na província sulina de
Cantão.
Um
dia depois, outro homem feriu com arma branca 29 crianças e três adultos em uma
creche da cidade de Taixing, na província oriental chinesa de Jiangsu.
Passados
mais dos dias, em 30 de abril, cinco crianças e um professor ficaram feridos
quando um homem os atacou com um martelo de ferro, para depois se matar em um
jardim de infância na província de Shandong (leste da China).
Antes,
em 13 de abril, outro homem, armado com uma faca de cozinha, atacou crianças e
adultos em uma escola de Sichuan (sudoeste), causando a morte de um menor de
idade e uma mulher e ferindo outros três estudantes.
Os
incidentes, causados todos por homens de 30 ou 40 anos, alertou o país, e, por
isso, desde 4 de maio há mais guardas de segurança trabalhando nas portas dos
colégios. Em algumas zonas do país foi pedido a policiais e guardas alocados
junto a escolas que "disparassem para matar" qualquer suposto
atacante.