OAB inicia pressão para Ficha Limpa valer na eleição de outubro
JB On Line/PCS
A
Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) se manifestou oficialmente, nesta
terça-feira, a respeito do desfecho da votação, pela Câmara dos Deputados, do
projeto Ficha Limpa.
Ophir
Cavalcante, presidente da entidade, comemorou a aprovação do projeto que impede
candidaturas de políticos condenados pela Justiça e que agora segue para o
Senado.
Para
Cavalcante, o fato demonstra que a sociedade brasileira clama por mudanças
"e quer melhorar a cara política no País". Ao assegurar que a OAB
manterá a intensa mobilização e empenho em favor da matéria, Cavalcante
afirmou: "É preciso que os candidatos tenham compromisso com a ética na
política, para fazê-la de forma correta, de forma republicana, e não fazendo
dela uma extensão de seus interesses privados".
Para
Ophir Cavalcante, a grande expectativa agora é a aprovação do Ficha Limpa
(projeto de lei popular 518/2009) em regime de urgência pelo Senado para que
até 10 de junho possa obter a sanção presidencial de forma que possa valer nas
próximas eleições, o que deverá ser decisão do Tribunal Superior Eleitoral.
Segundo o presidente da OAB: "Nesse momento em que a Câmara dos Deputados,
interpretando um desejo manifestado por mais de 1,6 milhão de eleitores,
introduz em nosso ordenamento político um requisito importante para aqueles que
querem exercer um cargo político, um cargo eletivo, que é de ter um passado sem
máculas. Nós temos que saudar muito mais a força, a unidade da sociedade do que
propriamente a Câmara, embora reconheçamos que- seus integrantes souberam
interpretar essa vontade de mudança".
Projeto
passa pela Câmara
A
Câmara dos deputados rejeitou, na noite desta terça-feira, sete destaques do
projeto Ficha Limpa. Com isso, o texto original segue para o Senado Federal e,
se não sofrer alterações na Casa, será enviado para sanção presidencial. Ao
todo, sete destaques foram rejeitados, além de dois retirados pelo Democratas.
A
votação dos destaques era o que faltava para concluir a discussão da matéria na
Câmara. A maior polêmica em torno do projeto é se ele vai valer já para as
próximas eleições. A decisão fica a cargo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Além
dos sete destaques rejeitados, nesta terça-feira, e dos dois retirados, outros
seis tiveram parecer contrário à sua aprovação. O destaque mais polêmico foi
rejeitado por 350 votos a favor, dois contra e duas abstenções, e previa a
exclusão do texto original os crimes contra o meio ambiente e a saúde pública,
que tornam o candidato inelegível por oito anos.