Sábado, 15 de Maio de 2010         08h23        90
Menino é informado que família morreu em queda de avião na Líbia
G1/PCS

O garoto holandês que foi o único sobrevivente de um acidente de avião que matou 103 pessoas na Líbia, na última quarta-feira (12), foi informado nesta sexta-feira (14) que seus pais e seu irmão morreram no incidente.


"Nesta manhã, nós explicamos para Ruben exatamente o que aconteceu", afirmaram os familiares do garoto Ruben van Assow por meio de um comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores da Holanda. "Ele sabe que seus pais e seu irmão morreram", disseram o tio e a tia do garoto, que afirmaram que, agora, "a família inteira cuidará do futuro de Ruben".


Ainda segundo o comunicado, o garoto passa bem, "considerando as circunstâncias" e, apesar de dormir muito, está lúcido quando acordado. "Ele bebeu um pouco (de água), e viu flores e brinquedos".


"O período que se segue será difícil para nós. Esperamos que a imprensa respeite nossa privacidade".


Acidente

Ruben estava no Airbus 330 da Afriqiyah Airways que caiu pouco antes de chegar ao aeroporto de Trípoli, capital da Líbia, na última quarta-feira.


Ele voltava de férias na África do Sul com seus pais, Trudy e Patrick van Assow, e seu irmão mais velho, Enzo. A família celebrava o aniversário de 12 anos e meio do matrimônio do casal, um costume holandês.


Após o acidente, Ruben foi encontrado ainda respirando pelas equipes de resgate e passou por uma cirurgia por ter tido múltiplas fraturas nas pernas.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Holanda, Ruben voltará ao seu país natal neste sábado (15), acompanhado dos tios e de um médico. O local onde irá pousar o avião que levará o garoto até a Holanda não foi informado para evitar a presença da imprensa.


Investigações

O avião - que levava 93 passageiros e 11 tripulantes - caiu quando chegava da cidade de Johannesburgo, na África do Sul, na manhã de quarta-feira. As autoridades ainda investigam as causas do acidente e as caixas-pretas da aeronave foram enviadas para a França para serem examinadas.


Especialistas de Holanda, França, África do Sul e Estados Unidos estão na Líbia para auxiliarem nas investigações. Autoridades forenses da Holanda também estão no país para ajudar na identificação das vítimas, que eram em sua maioria holandesas.

 

 

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