Menino é informado que família morreu em queda de avião na Líbia
G1/PCS
O garoto holandês que foi o único
sobrevivente de um acidente de avião que matou 103 pessoas na Líbia, na última
quarta-feira (12), foi informado nesta sexta-feira (14) que seus pais e seu
irmão morreram no incidente.
"Nesta manhã, nós
explicamos para Ruben exatamente o que aconteceu", afirmaram os familiares
do garoto Ruben van Assow por meio de um comunicado divulgado pelo Ministério
das Relações Exteriores da Holanda. "Ele sabe que seus pais e seu irmão
morreram", disseram o tio e a tia do garoto, que afirmaram que, agora,
"a família inteira cuidará do futuro de Ruben".
Ainda segundo o comunicado,
o garoto passa bem, "considerando as circunstâncias" e, apesar de
dormir muito, está lúcido quando acordado. "Ele bebeu um pouco (de água),
e viu flores e brinquedos".
"O período que se segue
será difícil para nós. Esperamos que a imprensa respeite nossa
privacidade".
Acidente
Ruben estava no Airbus 330
da Afriqiyah Airways que caiu pouco antes de chegar ao aeroporto de Trípoli,
capital da Líbia, na última quarta-feira.
Ele voltava de férias na
África do Sul com seus pais, Trudy e Patrick van Assow, e seu irmão mais velho,
Enzo. A família celebrava o aniversário de 12 anos e meio do matrimônio do
casal, um costume holandês.
Após o acidente, Ruben foi
encontrado ainda respirando pelas equipes de resgate e passou por uma cirurgia
por ter tido múltiplas fraturas nas pernas.
Segundo o Ministério das
Relações Exteriores da Holanda, Ruben voltará ao seu país natal neste sábado
(15), acompanhado dos tios e de um médico. O local onde irá pousar o avião que
levará o garoto até a Holanda não foi informado para evitar a presença da
imprensa.
Investigações
O avião - que levava 93
passageiros e 11 tripulantes - caiu quando chegava da cidade de Johannesburgo,
na África do Sul, na manhã de quarta-feira. As autoridades ainda investigam as
causas do acidente e as caixas-pretas da aeronave foram enviadas para a França
para serem examinadas.
Especialistas de Holanda,
França, África do Sul e Estados Unidos estão na Líbia para auxiliarem nas
investigações. Autoridades forenses da Holanda também estão no país para ajudar
na identificação das vítimas, que eram em sua maioria holandesas.