Segunda-feira, 19 de Julho de 2010         17h19        62
Dólar tem leve alta e fecha em R$ 1,78; Bovespa sobe 1,37%
Folha/LD

Sem nenhum grande movimento no dia, o mercado de câmbio doméstico fechou em leve alta nesta segunda-feira, ignorando o movimento positivo na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo).

No mercado de câmbio doméstico, a taxa de câmbio atingiu R$ 1,786 nas últimas operações do dia, em um acréscimo de 0,22% sobre o fechamento de sexta-feira. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,774 e R$ 1,793. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo avançou para R$ 1,910, estável.

Ainda operando, a Bovespa sobe 1,37%, aos 63.196 pontos. O giro financeiro é de R$ 6,39 bilhões, inflado por um vencimento de opções. Nos EUA, a Bolsa de Nova York opera em alta de 0,45%.

De acordo com um operador da corretora Prime, o movimento no mercado hoje foi parado, sem nenhuma grande entrada ou saída de capital. O Banco Central atuou no mercado, comprando dólares a uma taxa de R$ 1,786.

No início do dia, a Nahb (Associação Nacional de Construtores de Casas, na sigla em inglês) divulgou que o índice de confiança das construtoras nos Estados Unidos caiu dois pontos, para 14, o patamar mais baixo desde abril de 2009. Foi a segunda queda consecutiva no número.

O dado mexeu com as Bolsas americanas, reduzindo o ritmo de alta, mas não foi suficiente para reverter a tendência de elevação desde o início das negociações. Na Europa, porém, os índices não conseguiram se manter no terreno positivo e fecharam em queda.

Além disso, a agência de classificação financeira Moodys baixou a nota soberana da Irlanda de "Aa1" a "Aa2" devido ao aumento de sua dívida e de suas poucas perspectivas de crescimento. A Moodys mencionou alguns fatores para justificar sua decisão, começando pela degradação das finanças públicas.
Ainda na Europa, o saldo de transações correntes na zona do euro ficou negativo em 5,8 bilhões de euros em maio.

JUROS FUTUROS

No mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos nos bancos, as taxas projetadas tiveram movimentos opostos ao longo do dia.

No contrato para outubro deste ano, a taxa prevista caiu para 10,84%; no contrato para janeiro de 2011, a taxa projetada recuou para 11,03%; e no contrato para janeiro de 2012, a taxa prevista subiu para 11,73%. Esses números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.

 

 

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