Dólar tem leve alta e fecha em R$ 1,78; Bovespa sobe 1,37%
Folha/LD
Sem
nenhum grande movimento no dia, o mercado de câmbio doméstico fechou em leve
alta nesta segunda-feira, ignorando o movimento positivo na Bovespa (Bolsa de
Valores de São Paulo).
No
mercado de câmbio doméstico, a taxa de câmbio atingiu R$ 1,786 nas últimas
operações do dia, em um acréscimo de 0,22% sobre o fechamento de sexta-feira.
Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,774 e R$ 1,793. Nas casas de
câmbio paulistas, o dólar turismo avançou para R$ 1,910, estável.
Ainda
operando, a Bovespa sobe 1,37%, aos 63.196 pontos. O giro financeiro é de R$
6,39 bilhões, inflado por um vencimento de opções. Nos EUA, a Bolsa de Nova
York opera em alta de 0,45%.
De
acordo com um operador da corretora Prime, o movimento no mercado hoje foi
parado, sem nenhuma grande entrada ou saída de capital. O Banco Central atuou
no mercado, comprando dólares a uma taxa de R$ 1,786.
No
início do dia, a Nahb (Associação Nacional de Construtores de Casas, na sigla
em inglês) divulgou que o índice de confiança das construtoras nos Estados
Unidos caiu dois pontos, para 14, o patamar mais baixo desde abril de 2009. Foi
a segunda queda consecutiva no número.
O
dado mexeu com as Bolsas americanas, reduzindo o ritmo de alta, mas não foi
suficiente para reverter a tendência de elevação desde o início das
negociações. Na Europa, porém, os índices não conseguiram se manter no terreno
positivo e fecharam em queda.
Além
disso, a agência de classificação financeira Moodys baixou a nota soberana da
Irlanda de "Aa1" a "Aa2" devido ao aumento de sua dívida e
de suas poucas perspectivas de crescimento. A Moodys mencionou alguns fatores
para justificar sua decisão, começando pela degradação das finanças públicas.
Ainda na Europa, o saldo de transações correntes na zona do euro ficou negativo
em 5,8 bilhões de euros em maio.
JUROS FUTUROS
No
mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos
nos bancos, as taxas projetadas tiveram movimentos opostos ao longo do dia.
No
contrato para outubro deste ano, a taxa prevista caiu para 10,84%; no contrato
para janeiro de 2011, a
taxa projetada recuou para 11,03%; e no contrato para janeiro de 2012, a taxa prevista subiu
para 11,73%. Esses números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.