Terça-feira, 20 de Julho de 2010         06h54        65
Embraer fecha venda de US$ 5 bi com empresa britânica
Invertia/PCS
A fabricante brasileira de aviões Embraer anunciou nesta terça-feira o fechamento de um negócio de US$ 5 bilhões para venda de até 140 aeronaves para a britânica Flybe, que opera voos regionais na Grã-Bretanha, Irlanda e algumas cidades europeias.

A Flybe é uma das maiores operadoras de voos regionais de baixo custo na Grã-Bretanha, mas a empresa pretende expandir a sua operação na Europa. Para isso, a companhia quer comprar 140 aeronaves Embraer 175, com 88 assentos.

Nesta terça-feira, a empresa fechou a compra de 35 aeronaves por US$ 1,3 bilhões. As duas companhias também fecharam um acordo que pode culminar na venda de outras 105 aeronaves para a Flybe, no valor de US$ 3,7 bilhões.

Ecológico
A primeira das 35 aeronaves deverá ser entregue em setembro de 2011, e a última em março de 2017. Segundo o diretor da Flybe, Jim French, a empresa optou pelos jatos da Embraer porque pretende manter apenas aviões de duas fabricantes na sua frota. Além da Embraer, a Flybe compra aviões da canadense Bombardier.

"O 175 da Embraer vai permitir que nós sigamos com nossa estratégia de duas frotas. Além disso, o desempenho econômico e ambiental da aeronave se enquadra na política da Flybe de comprar apenas aviões com boa certificação ambiental", disse French.

Segundo o vice-presidente executivo da Embraer, Paulo César de Souza e Silva, a Flybe já possui hoje 14 aviões do tipo E-195 da Embraer. "Com mais de 86% em comum com o Embraer 195, o E-175 continua cumprindo os requerimentos de eficiência econômica e conforto da Flybe", disse Silva, segundo nota da Flybe.

O anúncio do acordo entre a Flybe e a Embraer será feito nesta terça-feira em uma entrevista coletiva no Farnborough International Airshow, uma das maiores feiras do setor aéreo no mundo, que acontece no sul da Inglaterra.

Em setembro de 2006, a Flybe foi a primeira empresa a receber o E-195 da Embraer, considerada uma das aeronaves mais ecológicas da companhia brasileira. Na época, as empresas fecharam um negócio de US$ 950 milhões por 26 aeronaves.

 

 

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