Embraer fecha venda de US$ 5 bi com empresa britânica
Invertia/PCS
A
fabricante brasileira de aviões Embraer anunciou nesta terça-feira o fechamento
de um negócio de US$ 5 bilhões para venda de até 140 aeronaves para a britânica
Flybe, que opera voos regionais na Grã-Bretanha, Irlanda e algumas cidades
europeias.
A
Flybe é uma das maiores operadoras de voos regionais de baixo custo na
Grã-Bretanha, mas a empresa pretende expandir a sua operação na Europa. Para
isso, a companhia quer comprar 140 aeronaves Embraer 175, com 88 assentos.
Nesta
terça-feira, a empresa fechou a compra de 35 aeronaves por US$ 1,3 bilhões. As
duas companhias também fecharam um acordo que pode culminar na venda de outras
105 aeronaves para a Flybe, no valor de US$ 3,7 bilhões.
Ecológico
A primeira das 35 aeronaves deverá ser entregue em setembro de 2011, e a última
em março de 2017. Segundo o diretor da Flybe, Jim French, a empresa optou pelos
jatos da Embraer porque pretende manter apenas aviões de duas fabricantes na
sua frota. Além da Embraer, a Flybe compra aviões da canadense Bombardier.
"O
175 da Embraer vai permitir que nós sigamos com nossa estratégia de duas
frotas. Além disso, o desempenho econômico e ambiental da aeronave se enquadra
na política da Flybe de comprar apenas aviões com boa certificação
ambiental", disse French.
Segundo
o vice-presidente executivo da Embraer, Paulo César de Souza e Silva, a Flybe
já possui hoje 14 aviões do tipo E-195 da Embraer. "Com mais de 86% em
comum com o Embraer 195, o E-175 continua cumprindo os requerimentos de
eficiência econômica e conforto da Flybe", disse Silva, segundo nota da
Flybe.
O
anúncio do acordo entre a Flybe e a Embraer será feito nesta terça-feira em uma
entrevista coletiva no Farnborough International Airshow, uma das maiores
feiras do setor aéreo no mundo, que acontece no sul da Inglaterra.
Em
setembro de 2006, a
Flybe foi a primeira empresa a receber o E-195 da Embraer, considerada uma das
aeronaves mais ecológicas da companhia brasileira. Na época, as empresas
fecharam um negócio de US$ 950 milhões por 26 aeronaves.