Dólar fecha a R$ 1,76; Bovespa registra alta de 1,95%
Folha/LD
A
nova alta na taxa de juros básica do país e o bom humor dos investidores nos
mercados ao redor do mundo levou a taxa de câmbio a fechar em queda acima de 1%
nesta quinta-feira, voltando a testar o "piso" de R$ 1,75.
De
acordo com um operador da corretora Vision, a alta dos juros atrai
investimentos no país, puxando o dólar para baixo. Ontem, o Copom (Comitê de
Política Monetária) decidiu elevar em 0,5 ponto percentual a taxa Selic, para
10,75% ao ano. A alta, porém, foi menor que as duas anteriores --ambas de 0,75
ponto, sugerindo, de acordo com o mercado, um ciclo de aperto monetário mais
curto do que o previsto.
Além
disso, o otimismo no mercado de ações aqui e no exterior, trazido pelas boas
notícias em balanços corporativos e em dados positivos a respeito da atividade
econômica da zona do euro, ajudou a melhor o cenário no mercado de câmbio
doméstico.
Assim,
o dólar comercial foi trocado por R$ 1,761, queda de 1,28%, nas últimas
operações. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,758 e R$ 1,775.
Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi vendido por R$ 1,890, em um
recuo de 0,52%.
Ainda
operando, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) registra perdas de 0,87%,
aos 62.922 pontos. O giro financeiro é de R$ 3,63 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de
Nova York tem alta de 0,13%.
A
zona do euro divulgou hoje que as encomendas à indústria em seus 16 países
membros aumentaram 3,8% em maio ante abril e 22,7% ante maio passado, superando
as expectativas de estabilidade. Além disso, o PMI (Índice dos Gerentes de
Compra) preliminar para julho subiu para 56,7, o maior nível em três meses.
Nos
Estados Unidos, os balanços corporativos apresentados mostraram que muitas
empresas não estão sendo afetadas pela redução no ritmo de crescimento da
economia. Caterpillar Inc., 3M Co., UPS Inc. e AT&T Inc. tiveram lucros
acima do esperado e melhoraram suas perspectivas para o futuro.
Por
aqui, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) anunciou que a
taxa de desemprego no país ficou em 7% em junho, abaixo dos 7,5% registrados em
maio e dos 8,1% do mesmo mês no ano passado. O índice é o menor, para o mês,
desde o início da série histórica, em 2002.
JUROS FUTUROS
No
mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos
nos bancos, as taxas projetadas fecharam em queda.
No
contrato para outubro deste ano, a taxa prevista caiu de 10,85% para 10,76%; no
contrato para janeiro de 2011,
a taxa projetada foi de 10,97% para 10,88%; e no
contrato para janeiro de 2012,
a taxa prevista caiu de 11,55% para 11,54%. Esses
números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.