As
máquinas para pagamento com cartões de crédito e débito estão sendo unificadas.
Os estabelecimentos que aceitam pagamento com cartão passam a receber qualquer
bandeira. A nova medida adotada pela Secretaria de Direito Econômico do
Ministério da Justiça, em vigor desde o início deste mês, acaba com a
exclusividade de equipamento por parte das operadoras.
A
unificação vai facilitar a vida dos consumidores e diminuir custos para os
comerciantes, pois uma mesma máquina vai receber todas as bandeiras de cartão,
além de estimular a concorrência do comércio de cartões de crédito no País,
onde o mercado é liderado por duas administradoras que respondem por 90% do
setor de equipamentos.
Com
a unificação, o lojista não precisa alugar mais de uma máquina para aceitar os
cartões de crédito e débito, com isso terá margem para a renegociação do
contrato com as administradoras em busca de menores taxas por venda realizada.
O custo de manutenção das máquinas varia entre R$ 50,00 e R$ 300,00, conforme a
movimentação financeira.
De
acordo com o gerente do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), Valdineir Ciro de
Souza, “o reflexo para o comerciante ainda não foi sentido”, mas “já se percebe
uma concorrência mais acirrada entre as empresas operadoras”. Alguns lojistas
dos grandes centros já estão negociando descontos com as credenciadoras de até
20% nas taxas.
Cartão em alta
Atualmente
53,7% das vendas no Brasil são realizadas por meio de cartão de crédito ou
débito, o que marca um aumento aproximado de 20% em relação a 2009. Conforme
estimativa da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e
Serviços (Abecs), no mês de junho foram contabilizados 597 milhões de cartões
em todo o País que efetuaram 558 milhões de transações, com faturamento de R$
43 bilhões.
Uma
tendência que já está sendo sentida pelo mercado é a diminuição na emissão de
cheques, que apresentou queda de 2,46% nos últimos 12 meses. Em Campo Grande o número
de consultas ao SPC no mês de junho caiu 7,33% em relação ao mesmo período do
ano passado. Para Ciro de Souza, “a tendência é que os cheques fiquem restritos
a grandes movimentações financeiras”.