Juro para pessoa física em junho é o menor desde 1994, diz BC
Estadão/PCS
O
chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, informou nesta
terça-feira, 27, que a taxa de juros média para pessoas físicas, que recuou de
41,5% para 40,4% ao ano entre maio e junho, atingiu em junho seu nível mais
baixo da série histórica, iniciada em 1994.
Segundo
ele, essa queda está relacionada a um processo de migração dos tomadores de
crédito de linha mais caras, como cheque especial, para as mais baratas, como
crédito pessoal. Como o cálculo dos juros médio é feito a partir de média
ponderada, esse processo de migração reduz os juros mesmo com algumas
modalidades, como o próprio cheque especial, tendo alta nas taxas.
Apesar
da redução no juro médio, Altamir destacou que enxerga uma tendência de
acomodação no crédito para pessoas físicas, mas evitou estender a associação
para a economia mais geral. Ele associou a acomodação à política monetária, que
nos últimos meses tem se tornado mais restritiva.
Juro Médio
O
juro médio cobrado no crédito livre ficou 34,6% ao ano em junho. A taxa foi
inferior à praticada em maio, quando era de 34,9%. Há um ano, em junho de 2009,
os bancos cobravam, na média, 36,6%. Nas operações para empresas, a tendência
foi oposta ao verificado no caso das pessoas físicas - a taxa passou de 26,9%
para 27,3%.
Entre
as operações para as famílias, a aquisição de veículos foi a que apresentou
maior corte de juros, de 24,8% para 23,6%. Já o cheque especial passou de
160,3% para 165,1%. Para empresas, a linha que mais subiu foi a conta
garantida, que passou de 81,2% para 85%.
A
média da concessão de empréstimos voltou a crescer em junho. Dados
divulgados pelo Banco Central nesta terça mostram que, na média, a concessão
diária de novos financiamentos somou R$ 8,212 bilhões em junho, valor 2,5% acima
do observado em maio.
Naquele mês, a média havia ficado estável na comparação com
abril. No acumulado do ano, a média de novas concessões cresceu 9,2% e em 12
meses, há expansão de 13,1%.