Ninguém pode negar que o sucesso dos implantes dentários revolucionou a odontologia moderna. Pacientes com dificuldades de mastigação, estética, fala e, principalmente na adaptação da prótese total (dentadura) inferior, nos dias atuais podem ter um tratamento confiável.
Aceito pela comunidade científica na Conferência de Toronto em 1982, os implantes dentários inicialmente foram estudados para os pacientes “inválidos orais”, carinhosamente como o Prof. Dr. Branemark chamava os desdentados e, desde então surgiram técnicas e métodos avançados que puderam resolver problemas como a estética e a quantidade insuficiente de osso.
Na realidade, o implante é um “parafuso” de titânio colocado no osso embaixo da gengiva, onde não há dente, sendo necessárias três fases para a concretização do procedimento: a primeira é a fase cirúrgica, a implantação do titânio no osso; a segunda, após alguns meses, para a colocação de dispositivos que suportarão a futura prótese e, finalmente, a terceira, para a confecção da peça protética.
Entre a primeira e a segunda etapas é necessário um tempo de espera para a osseointegração (processo onde o implante se integra ao osso de modo fixo, sem mobilidade e sem sintomas), fator responsável pelo sucesso do tratamento. Esse tempo de espera para a região maxilar inferior (mandíbula) é de 3 meses e para o maxilar superior (maxila) é de 6 meses.
É interessante destacarmos que os tratamentos com implantes dentários são muito superiores às próteses totais (dentaduras) e às próteses móveis (pontes móveis), não necessitando de apoio nos dentes vizinhos. Mesmo considerando a complexidade do nosso organismo, o sucesso do implante é de mais de 90% dos casos, quando bem indicado, planejado e executado.
O planejamento compreende uma avaliação minuciosa da história médica do paciente (com atenção às doenças sistêmicas, como diabetes, hipertensão arterial, doenças cardíacas, ,...), pedido de exames complementares ( raio x panorâmico, periapical , tomografia computadorizada e exames laboratoriais) e, moldagens de estudos para confecção de guias cirúrgicos.
A cirurgia é feita no próprio consultório dentário com anestesia local e duração entre 1 a 2 horas e é muito mais simples do que a remoção cirúrgica de alguns dentes retidos, como por exemplo, os sisos.
A recuperação é tranqüila, desde que o paciente respeite as regras do pós-operatório, sobretudo no que diz respeito à alimentação, ao uso de medicamentos e à higienização da boca. É importante salientar que qualquer pessoa que queira receber um tratamento com implantes esteja consciente de que suas próteses precisarão de cuidados. A manutenção através de adequada higienização e de revisões periódicas são fundamentais.
*Mauro Garicói Pedraza
Especialista em implantes dentários - Especialista em periodontia CRO/MS 1875 Implantes dentários