Ranking chinês põe USP entre 150 melhores universidades do mundo
G1/PCS
A
Universidade de São Paulo (USP) está entre as 150 melhores universidades do
mundo, segundo o ranking 2010 da Universidade de Comunicações de Xangai
(Jiaotong), que lista anualmente as 500 melhores do mundo. A lista foi
divulgada nesta sexta-feira (13).
O
ranking chinês é considerado um dos mais importantes do mundo atualmente ao
lado da lista de 200 instituições acadêmicas de maior relevância mundial
elaborado todo ano, desde 2004, pela publicação britânica "The Times
Higher Education Supplement".
O
ranking de Xangai especifica as colocações das cem primeiras e, depois disso,
apresenta as universidades em grupos que vão de 101 a 150, 151 a 200, 201 a 300, 301 a 400 e 401 a 500.
Além
da USP, fazem parte do ranking as brasileiras Universidade Estadual de Campinas
(Unicamp), entre as 300 melhores, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG),
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Universidade Estadual Paulista
(Unesp), entre as 400 melhores, e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul
(UFRGS), entre as 500 melhores.
Pelo
oitavo ano consecutivo, Harvard, nos Estados Unidos, lidera o ranking, seguida
por Berkeley, que tomou a segunda posição de Stanford.
A
lista revela um amplo domínio das instituições dos Estados Unidos, um avanço da
Alemanha e uma estagnação da França, onde sofreu muitas críticas. Como no ano
passado, a relação das 500 melhores universidades estabelecida pela Jiaotong traz
os EUA na liderança, ocupando 17 dos 19 primeiros postos.
As
universidades britânicas de Cambridge (5ª) e Oxford (10ª) são as únicas fora
dos EUA entre as dez melhores. Entre países, a Alemanha ocupa a segunda posição
no ranking das 500 melhores, com 39 universidades, bem atrás dos Estados
Unidos, com 154 instituições.
Grã-Bretanha,
com 38 universidades, e Japão, 25, aparecem à frente da França, que com 22
instituições caiu da quinta para a sexta posição, empatada com Itália e China.
O site oficial do ranking é www.arwu.org,
mas estava com problemas na manhã desta sexta-feira.
A
ideia da lista, divulgada desde 2003, surgiu quando Pequim decidiu criar
universidades de nível internacional e precisou definir os critérios de
excelência. O ranking é muito criticado na Europa, especialmente na França, que
denuncia uma avaliação voltada para a pesquisa, em detrimento da formação.
A
Jiaotong considera o número de prêmios Nobel, de medalhas Fields (Nobel da
matemática) e de artigos publicados em revistas como "Nature" e
"Science". A União Europeia prevê criar no próximo ano seu próprio
ranking das melhores universidades, orientado pela formação dos estudantes.
Outra
universidade da América Latina bem colocada foi a Universidade Nacional
Autônoma do México (Unam), que ficou entre as 200 melhores.
Outro ranking
No ranking mundial Webometrics Ranking of World Universities, que considera os
conteúdos disponibilizados na internet, especialmente aqueles relacionados a
processos de geração e comunicação acadêmica de conhecimento científico, a USP
caiu neste ano da 53ª para 122ª posição. O ranking foi divulgado em julho.