Farc e extrema direita são suspeitas de atentado em Bogotá
AFP/PCS
A
guerrilha marxista das Farc e a extrema direita armada podem ser os autores do
atentado com carro-bomba em Bogotá que estaria dirigido contra a rádio Caracol
na quinta-feira, indicaram as autoridades colombianas nesta sexta-feira.
O
ministro da Defesa, Rodrigo Rivera, disse que não descarta hipótese alguma,
enquanto o procurador geral, Guillermo Mendoza, ressaltou que acredita-se que a
emissora de rádio era o alvo do atentado, classificado pelo governo de
"ato terrorista".
"Queremos
saber a verdade, que os responsáveis sejam punidos, e, por isso, demos a
instrução expressa para que todas as hipóteses sejam contempladas com o mesmo
rigor", disse Rivera em declarações à Caracol.
A
imprensa especulou, com base em informações de organismos de inteligência, que
o atentado pode ter sido obra da guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias
da Colômbia (Farc), como um ato de "recepção" para o presidente
eleito Juan Manuel Santos.
Outras
versões indicam que poderia se tratar de uma ação da extrema direita em reação
à possibilidade de um diálogo com a guerrilha mencionada pelo presidente Santos
em seu discurso de posse de sábado passado.
"Apenas
no momento em que tirarmos conclusões baseadas em evidências, e não em
suposições ou preconceitos, vamos compartilhá-las com os cidadãos",
advertiu Rivera.
Já
o procurador Mendoza, depois de concordar com Rivera sobre a atribuição
prematura do atentado, disse que também não é certo que o alvo tenha sido as
instalações da Caracol.
"Sobre
o alvo, a única pista que temos é de que o ponto mais sensível na região são as
instalações da Caracol", disse em declarações a essa emissora de
rádio.