Se
comprovado o vínculo do diretor de Operações da Empresa de Correios e
Telégrafos, coronel Eduardo Artur Rodrigues Silva, com a Master Top Linhas
Aéreas (MTA) - ou com consultorias que prestam serviços para companhias do
setor aéreo - o ministro das Comunicações, José Artur Filardi, vai recomendar a
extinção dos contratos.
Reportagem
publicada na edição de domingo pelo jornal O Estado de S.Paulo mostrou que 20
dias antes de o coronel ser escolhido para a direção de Operações dos Correios,
a Master Top Linhas Aéreas arrematou o contrato de uma das principais linhas da
estatal, a Linha 12, que opera no trecho Manaus-Brasília-São Paulo (ida e
volta).
A
empresa, com sede em Campinas (SP), venceu o pregão eletrônico com lance de R$
44,9 milhões - o equivalente a 13% do valor total da malha e 14% da capacidade
de carga da estatal.
Ao
assumir a diretoria nos Correios, em 2 de agosto, o coronel entregou o comando
da MTA nas mãos da filha Tatiana Silva Blanco. O resultado dessa triangulação é
que a empresa tem agora a família Rodrigues da Silva como contratada e
contratante.
O
ministro disse que não conhecia o coronel antes de ele ser empossado diretor
dos Correios. Segundo Filardi, na reunião em que foi apresentada a lista dos
nomes que assumiriam a presidência e as diretorias de operações e de gestão de
pessoas da empresa - que incluía o nome do coronel - apenas foi perguntado aos
presentes se havia alguma objeção aos indicados.
O
Estado apurou que o nome do coronel foi uma indicação sustentada pela Casa
Civil e teve o apoio do advogado Roberto Teixeira, compadre do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva.