As
cotações da moeda americana devem encerrar o mês de agosto em torno de R$ 1,75,
praticamente no mesmo patamar do final de julho. Segundo analistas, trata-se da
evidência que os agentes econômicos continuam à espera da capitalização da
Petrobras, que tende a atrair um volume expressivo, mas ainda incerto, de
capital estrangeiro.
A
perspectivas de novas captações externas pelo setor privado também contribui
para manter a taxa de câmbio sob um regime de baixa volatilidade, apesar do
nervosismo predominante nas Bolsas de Valores, num cenário de temor renovado
pela crise econômica americana.
Hoje,
o dólar mal ultrapassou a marca de R$ 1,76 no mercado de câmbio doméstico,
encerrando o expediente na marca de R$ 1,760, em leve alta de 0,39%. A menor
cotação registrada no dia foi de R$ 1,753 e alguns especialistas já comentam
que pode ser factível uma cotação abaixo desse nível ainda no curto prazo. Em
geral, operadores acreditam que o governo pode diversificar sua atuação no
mercado de câmbio caso a taxa fique abaixo desse patamar.
Nas
casas de câmbio paulistas, o dólar turismo subiu para R$ 1,880, em um avanço de
0,53%.
A
Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) opera com perdas de 1,84%, aos 64.376
pontos. O giro financeiro é de R$ 3,38 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York
cai 1%.
Entre
as principais notícias do dia, o governo americano revelou que o nível de renda
dos trabalhadores locais aumentou 0,2% em julho, enquanto o nível de gastos
cresceu 0,4%, acima das expectativas do mercado.
No
front doméstico, a inflação medida pelo IGP-M teve variação de 0,77% em agosto,
ante 0,15% em julho. O
número desse mês veio bem acima das expectativas do mercado (0,67%).
O
Copom (Comitê de Política Monetária) se reúne a partir de amanhã para decidir a
nova taxa básica de juros do país, hoje em 10,75% ao ano. Boa parte dos
analistas aposta na manutenção dos juros primários. Mas a variação do IGP-M
deste mês deu força para uma corrente que ainda acredita em um ajuste para
11,25%, observando ainda que as expectativas para a inflação de 2011 subiram
(conforme o boletim Focus).
JUROS FUTUROS
No
mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos
nos bancos, as taxas projetadas ficaram praticamente estáveis nos contratos
mais negociados.
No
contrato para outubro deste ano, a taxa prevista foi mantida em 10,66%; no
contrato para janeiro de 2011, a taxa projetada permaneceu em 10,70%; e no
contrato para janeiro de 2012, a taxa prevista avançou de 11,39% para 11,41%.
Os
números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.