O Rio está em festa. Com a cerimônia de abertura dos XV Jogos Pan-Americanos Rio 2007, nesta sexta-feira, está aberto oficialmente a maior festa do Esporte já celebrada no País. A energia do povo brasileiro é o mote da cerimônia, com um grande passeio pela música e a geografia do país através das festas e da cultura popular.
A cerimônia, uma grande ‘ópera popular’, com efeitos de luz cênica, teve explosão de fogos e toda a singularidade da Música Popular Brasileira, mesclando ritmos diversos, para uma coreografia de grandes grupos, com 4.500 voluntários no elenco vestindo fantasias grandiosas.
O baiano Kainã do Jeje, de 12 anos, abriu o segmento artístico tocando um rum, instrumento típico do candomblé, e tendo como resposta o som de 1.500 percursionistas (o equivalente a cinco baterias de escolas de samba) dispostos pelo palco, gramado e acessos nas arquibancadas e cadeiras do estádio.
Os cantores Arnaldo Antunes e Ana Costa cantam a música-tema ‘Viva Essa Energia’ e o público acompanhava com a coreografia, seguido pelo desfile das delegações. O maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima entrou no Maracanã dançando com a bandeira à frente da delegação brasileira.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro do Esporte, Orlando Silva Jr., e o público acompanharam a execução do Hino Nacional na voz da cantora Elza Soares. A cerimônia atrasou 30 minutos por problemas da organização.
Vaia, só com o presidente
O público só começou a se animar de verdade a partir das 17 horas, ao som dos DJs Nuts e Marcelinho Da Lua. Algumas "olas" foram o suficiente para levar o estádio ao êxtase e impressionar alguns jornalistas estrangeiros, que assistiam a tudo sem esconder o queixo caído.
Até mesmo autoridades, com tailleur, terno e gravata, entraram na brincadeira, mesmo que desengonçados. Quase todo mundo aproveitou para tirar fotos. O anticlímax foi a sonora vaia do estádio à chegada do presidente Lula, mostrada ao vivo pelos dois telões construídos especialmente para o Pan.
Mesmo com o clima festivo, houve espaço para a desorganização e o improviso. As polícias civil, militar e federal, além dos bombeiros, trabalharam no Maracanã com crachás de papel e escritos a mão. As credenciais não ficaram prontas a tempo - algumas chegaram na quinta-feira, mas não foram distribuídas.