TSE arquiva pedido de Serra para cassar registro de Dilma por quebra de sigilo
Folha/PCS
O
TSE (Tribunal Superior Eleitoral) arquivou nesta quinta-feira o pedido do PSDB
para que a Justiça Eleitoral cassasse o registro candidatura de Dilma Rousseff
(PT) em consequência das quebras de sigilo fiscais na Receita Federal.
Em
decisão monocrática (tomada individualmente), o corregedor-geral eleitoral
Aldir Passarinho negou o pedido da coligação do candidato José Serra (PSDB) ao
argumentar que não há provas de que a petista está envolvida nas violações de
sigilo.
Na
decisão, o ministro afirma que não há evidências de que o episódio tenha
provocado danos à disputa eleitoral. Segundo Passarinho, cabe ao Ministério
Público Federal investigar as denúncias numa esfera que não seria da Justiça
Eleitoral.
"Os
fatos guardam relação com condutas que, pelo menos em tese, poderiam
configurar, além de falta disciplinar, infração penal comum a exigirem apuração
em sede própria, estranha à Justiça Eleitoral", diz o ministro.
O
PSDB pode recorrer da decisão do ministro para que a representação seja julgada
pelo plenário da Corte Eleitoral.
Além
de pedir a cassação do registro de Dilma, a representação acusava a candidata
abuso de poder político e uso da estrutura do Estado para fins eleitorais no
caso da violação dos sigilos.
PEDIDO
Segundo
a coligação de Serra, a petista usou integrantes de sua campanha para a quebra
de sigilo fiscal de pessoas ligadas ao candidato tucano e de sua filha,
Verônica Serra.
Além
de Dilma, a coligação aponta na representação como responsáveis pela violação
dos sigilos o candidato ao Senado por Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT); o
jornalista Amaury Junior; o jornalista Luiz Lanzetta; o secretário da Receita
Federal Otacílio Cartaxo; e o corregedor-geral da Receita Federal, Antonio
Carlos Costa Davila.
Pimentel
e Lanzetta são citados como responsáveis pela iniciativa de preparar dossiês
que pudessem atingir Serra. Cartaxo e Davila estariam, de acordo com Serra,
dificultando as investigações da Polícia Federal sobre o caso. Já a acusação
contra Amaury Junior seria pelo fato de ele ter supostamente declarado que
"já teria dois tiros fatais contra Serra", sendo um deles envolvendo
informações sobre Verônica.