Requião leva dois tapas de diretor de porto no Paraná
Folha/PCS
O
ex-governador do Paraná e candidato ao Senado Roberto Requião (PMDB) foi
agredido ontem pelo diretor comercial do porto de Paranaguá, João Batista Lopes
dos Santos, o João Feio, em um restaurante do Pontal do Paraná, no litoral do
Estado.
Segundo
o diretor, Requião estava num restaurante, onde era realizado um encontro da
coligação "A União Faz um Novo Amanhã". Lá, começou a ofender o atual
governador do Estado, Orlando Pessuti (PMDB), antigo vice de Requião e
responsável pela nomeação de Santos no porto.
O
diretor então devolveu as ofensas e começou a xingar o irmão de Requião,
Eduardo, antigo secretário estadual dos Transportes e superintendente do porto,
e em seguida deu dois tapas na cara de Requião.
"Ele
disse que o Pessuti é ladrão e vai para cadeia. Eu disse que o irmão dele que
era ladrão e dei dois tapas nele e ele caiu no chão. Ele não sabe brigar. É um
piá de prédio. Defendi minha honra e do Pessuti", disse Santos.
Segundo
o proprietário do restaurante, João Victor, o incidente durou poucos segundos e
Santos foi contido por outras pessoas, inclusive um secretário de Estado.
Requião deixou o local em seguida. Seiscentas pessoas estavam no local.
Em
sua conta no Twitter, o ex-governador disse que "a violência desnecessária
é recurso dos fracos" e que no momento prefere "o exercício da força
moral. Força física só no esporte".
Em
julho, o ex-governador se envolveu em uma briga com o presidente estadual do
PPS, o ex-deputado federal Rubens Bueno, no aeroporto de Campo Mourão (459 km de Curitiba).
Na
ocasião, Requião, por meio de sua assessoria, disse que houve um
"agarra-agarra", enquanto Bueno afirmou que deu um soco no
ex-governador.
À
época, no seu Twitter, Requião ironizou o episódio e criticou Bueno. "Vou
passar numa farmácia para me vacinar contra raiva de gata no cio."