Nos ingressos do Pan do Rio estão escritas algumas proibições. Uma delas é abrir faixas ou cartazes com interesses comerciais, políticos ou religiosos. Neste domingo, durante o jogo Brasil x Argentina de hóquei sobre grama feminino, um grupo de brasileiros tentou disfarçar um protesto contra a Confederação Brasileira de Hóquei Sobre Grama (CBHG) ao levar uma faixa de apoio às “leonas” argentinas. Os seguranças agiram e houve discussão.
O coordenador do Macaé Hóquei Clube, Francisco Magé, pediu a amigos para escreverem “Aymar, nós te amamos. Fuerza leonas”, referindo-se a Luciana Aymar, melhor jogadora da Argentina. Para os seguranças, Magé disfarçou.
Disse que estava torcendo para a melhor seleção do mundo. Mas, depois, ele afirmou estar protestando contra as seletivas que formaram a equipe brasileira. A Confederação enfrentou seguidos problemas antes do Pan, entre eles denúncias de assédio sexual. No início do ano, algumas jogadoras entraram em greve.
Foi necessário mudar tudo: um novo treinador foi chamado, e seletivas foram marcadas. Essa seleção (do Brasil) é uma farsa. Não avisaram quando seria a seletiva. Só quatro jogadoras do Macaé participaram porque estavam em São Paulo a passeio e ficaram sabendo, diz.