A
Copa do Mundo de 2014 é vista pela polícia brasileira como a oportunidade para
padronizar as ações de segurança em partidas de futebol.
Segundo
o coronel Carlos Celso Savioli, de São Paulo, a preparação começou há quatro
anos, antes mesmo do anúncio de que a competição seria disputada no Brasil.
"Nós
acompanhamos todas as partidas da Copa do Mundo desde 2006. Mandamos gente para
observar a segurança na Alemanha e também na África do Sul", disse o
coronel.
As
equipes das cidades-sedes também têm realizado encontros periódicos para
definir estratégias conjuntas.
"Nós
estamos nos reunindo a cada dois meses em Brasília", afirmou o major
George Benício, do Ceará.
A
Fifa exige que os policiais sejam treinados para respeitar diversidade de
comportamentos, e não ser violentos. A principal preocupação é com as praças de
futebol que estão pouco habituadas a lidar com grandes públicos, como nos casos
de Brasília, Cuiabá e Manaus.
"Agora
nós devemos ter uma centralização nacional desse assunto. Abrimos desde já nossas
portas para que eles [os responsáveis pelo policiamento dessas sedes]
façam todo o treinamento de que necessitam", completou o coronel Savioli.
O
novo Estatuto do Torcedor, sancionado no fim de julho pelo presidente
Lula, deixou as punições mais rigorosas para crimes relacionados aos jogos de
futebol.
Torcedor
que promover tumulto ou violência num raio de 5 km do estádio, por exemplo,
pode ser preso.