O candidato do PSDB à
Presidência da República defendeu neste sábado (16) em Canindé, no sertão
cearense, um governo de união nacional e prometeu, caso eleito, promover um
desenvolvimento regional equilibrado, "e não um governo de ódio, de
divisão, de perseguições, de represálias, de baixaria, de mentiras. Nós
queremos fazer um governo de união de verdade."
O tucano afirmou que o
Brasil não vai se desenvolver nunca se todas as regiões não se desenvolverem.
"Se o Nordeste não se desenvolve, o Brasil não se desenvolve como um todo.
Se a região Norte não se desenvolve, o Brasil não se desenvolve como um
todo", disse Serra, durante encontro com apoiadores cearenses. Ao lado do
presidenciável, estavam o senador Tasso Jereissati (PSDB), o ex-governador do Ceará,
Lúcio Alcântara (PR) e Marcos Cals, candidato derrotado ao governo cearense.
Serra disse ainda que o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou "muitíssimo" o
governo de Fernando Henrique Cardoso. E garantiu que dará continuidade aos bons
projetos tocados por governo do PT. "Um bom dirigente pega o que o
anterior fez de bom e dá sequência", comentou.
O candidato do PSDB afirmou
mais uma vez que o Bolsa Família foi criado durante o governo tucano e prometeu
ser um presidente próximo do Nordeste. "Lá em Brasília eu vou ser um
presidente amigo do Nordeste, amigo do Ceará".
Sermões
Depois do encontro com
lideranças, Serra e seus apoiadores foram assistir à missa de encerramento dos
festejos de São Francisco, padroeiro de Canindé. Na cerimônia, havia alguns
militantes com bandeiras da candidata Dilma Rousseff (PT).
O celebrante chegou a chamar
a atenção por diversas vezes pedindo para que a presença dos políticos não
tumultuasse a missa. No final, o padre criticou a distribuição de panfletos contra
Dilma. O padre fez questão de ressaltar que esta não é a posição da igreja e
que nada tinha a ver com o panfleto.
No final da missa, houve uma
confusão entre militantes tucanos e petistas. A polícia precisou disparar tiros
para o alto.