Domingo, 17 de Outubro de 2010         09h21        318
Marina Silva anunciará "independência", afirmam aliados
Folha/PCS

Após duas semanas de queda de braço, aliados da ex-presidenciável Marina Silva dizem que ela fechou acordo com a cúpula do PV para se declarar neutra no segundo turno e evitar um apoio formal do partido ao candidato José Serra (PSDB).

O rumo dos verdes será anunciado hoje, durante convenção em São Paulo. A votação terá caráter simbólico, já que todos os filiados serão liberados para aderir "individualmente" ao tucano ou a Dilma Rousseff (PT).

Dois ex-dirigentes da campanha de Marina disseram à Folha que ela não pedirá votos para Serra ou Dilma "em hipótese alguma". Pelo combinado, o PV endossaria a opção pela neutralidade, embora uma ala expressiva da direção esteja pronta a se engajar na campanha de Serra a partir de amanhã.

O secretário de Comunicação do PV, Fabiano Carnevale, afirmou que a cúpula do partido se comprometeu a não aprovar decisão diferente da de Marina. "Está combinado que a posição oficial do PV será a mesma de Marina. Vamos marchar juntos."

A terceira colocada na disputa presidencial evitou antecipar sua decisão em público, mas reforçou, nos últimos dias, os sinais de que não vai aderir a PSDB ou PT. Ela repetiu críticas aos dois partidos e recusou convites para se reunir pessoalmente com Serra e Dilma.

Em conversas com aliados, Marina sugeriu trocar o termo "neutralidade" por "independência", numa estratégia para escapar de eventuais acusações de que teria decidido se omitir na fase final da eleição.

O discurso também daria uma saída honrosa ao presidente do PV, José Luiz Penna. A dois dias do primeiro turno, ele declarou à Folha que descartava a neutralidade numa disputa entre Serra e Dilma, afirmando que isso significaria "dar as costas ao processo democrático".

Segundo aliados, Marina pretende dizer que o PV participou do processo ao arrancar compromissos dos presidenciáveis com sua agenda ambiental. Uma das promessas feitas por PSDB e PT foi vetar a anistia aos desmatadores prevista no projeto de reforma do Código Florestal.

A senadora usou o peso dos 19,6 milhões de votos para esvaziar o poder da cúpula do PV, próxima aos tucanos. O apoio a Serra era tido como certo na Executiva Nacional, onde ela só detém 1/6 dos votos. Por pressão de Marina, a decisão foi transferida para uma convenção com 170 votantes, incluindo 15 "marineiros" sem filiação à sigla.

 

 

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Edição de Notícias. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. Edição de Notícias poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

Nome Profissão
E-Mail Localidade
Comentário

 
 
 
   voltar  imprimir  indicar para amigo
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PARCEIROS
 
 
 
 
  Acidentes   Artigo   Brasil   Brasil 2014   Cidades   Ciência e Saúde
  Coxim   Cultura   Economia   Educação   Eleições 2012   Emprego e Concursos
  Enquete   Esportes   Feriadão   Geral   Internauta Repórter   Mundo
  Olimpíadas 2012   Polícia   Política   Tecnologia   Turismo   Veículos

2007-2012 edicaoms.com.br Todos os direitos reservados. Política de privacidade. 79  

contato