Pesquisas
qualitativas, realizadas em grupos coordenados pela campanha de Dilma Rousseff
(PT), reprovaram a troca de acusações nos dois primeiros blocos do debate na Rede
Record, nesta segunda-feira (25), quando os candidatos à presidência
abordaram os casos Erenice e Paulo Preto.
Nos
intervalos, Dilma foi instigada a abordar Serra sobre a criação de empregos,
com base na reação dos espectadores. Ela cravou os adjetivos
"soberba" e "arrogância" a partir das respostas que
chegaram ao marqueteiro João Santana Filho.
"O
leitor cobra propostas. O debate esteve um pouco acima do tom", afirmou o
presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, admitindo que se fundamentava
nas qualitativas da campanha. Um dos coordenadores de Dilma, o ex-ministro
Antonio Palocci elogiou a cobrança da candidata sobre a criação de empregos,
exatamente para superar um ambiente desfavorável.
"Nessa
altura da campanha, fez bem em jogar quem fez o quê. Ela levou o debate mais
para a questão do programa", disse Palocci. Por que Dilma não abordou o
caso Monica Serra, depois da afirmação do ex-governador de que a petista mudou
de opinião a respeito do aborto? "Prefiro não fazer comentário",
concluiu o ex-ministro da Fazenda.
Coordenador
jurídico de Dilma, José Eduardo Cardozo repete os adjetivos "soberba"
e "arrogância" na definição do tom de Serra. "Ele foi muito
deselegante. A soberba e a arrogância são vícios muito ruins para quem quer
ocupar a presidência. Ele pode ter perdido votos com a posição arrogante que adotou",
apostou Cardozo.