O
TSE (Tribunal Superior Eleitoral) registrou a substituição de 0,1% das urnas
eletrônicas até as 10h30 deste domingo. Das 400.001 urnas, 686 foram trocadas.
O
maior índice de substituição foi registrado no Distrito Federal (0,8%), seguido
pelo Rio de Janeiro (0,4%) e por Santa Catarina (0,3%).
Por
enquanto não há registro de seções eleitorais utilizando votação manual, por
cédulas.
Os
dados foram divulgados pelo secretário de Tecnologia da Informação do TSE,
Giuseppe Janino. Segundo ele, o índice de troca está dentro do normal previsto
pela Justiça Eleitoral.
Foi
registrada falta de energia em algumas localidades, mas sem prejuízo ao
funcionamento das urnas.
VOLTA ÀS URNAS
Mais
de 135 milhões de eleitores voltam às urnas neste domingo para votar no novo
presidente do Brasil: Dilma Rousseff (PT) ou José Serra (PSDB). Os eleitores de
oito Estados (Goiás, Amapá, Rondônia, Roraima, Pará, Paraíba, Piauí e Alagoas)
e do Distrito Federal também definirão seus próximos governadores. As urnas
serão fechadas às 17h (horário de Brasília).
O
presidente eleito vai comandar pelos próximos quatro anos o país considerado a
oitava economia do mundo e a maior da América Latina.
Dilma
chega ao dia da eleição com 55% dos votos válidos, segundo pesquisa Datafolha
realizada nos últimos dois dias. Está dez pontos à frente de José Serra (PSDB),
que pontuou 45%. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais
para mais ou para menos.
O
Datafolha entrevistou 6.554 pessoas neste sábado, um número maior do que o de
outras sondagens recentes. A pesquisa foi encomendada pela Folha e pela Rede
Globo e está registrada no TSE sob o número 37903/2010.
Se
confirmar nas urnas o resultado do Datafolha, Dilma será eleita a 40ª
presidente do Brasil. A corrida eleitoral tem se mantido estável nos últimos 15
dias, com os dois candidatos variando apenas dentro da margem de erro do
levantamento.
A
eleição presidencial foi para o segundo turno porque nenhum dos candidatos
obteve mais da metade dos votos válidos na primeira disputa, em 3 de outubro.
Agora, vencerá aquele que tiver a maioria dos votos.
No
primeiro turno, Dilma Rousseff obteve 46,91% dos votos válidos. Dos 18 Estados
em que venceu a disputa, o Maranhão foi o que mais lhe rendeu votos: 70,65%.
Serra
recebeu 32,61%. Nos oito Estados em que venceu a disputa, o candidato tucano
recebeu maior número de votos no Acre: 52,12%.
Mas
o tucano venceu em São Paulo,
maior colégio eleitoral do país, onde recebeu 40,6% dos votos (contra 37,31% de
Dilma). Por ter 30,3 milhões de eleitores (22,3% do total de eleitores do
país), o Estado deverá ter um peso maior na disputa deste segundo turno.
Além
de dar a maior parte de seus votos para Serra, os paulistas, na eleição para
governador, elegeram outro candidato tucano: Geraldo Alckmin venceu o petista
Aloizio Mercadante com 50,63% dos votos.
O
PSDB venceu também a eleição para o governo em Minas Gerais, segundo
maior colégio eleitoral. São 14,5 milhões de eleitores, representando 10,6% do
total do país, que deram a Antônio Anastasia 62,72% dos votos, contra 34,18%
dados ao peemedebista Hélio Costa.
Na
eleição presidencial, no entanto, Dilma Rousseff venceu a disputa. Os eleitores
mineiros deram à petista 46,98% dos votos. José Serra recebeu 30,76%.