Entre a seleção brasileira de vôlei feminino e uma medalha de ouro está a seleção de Cuba. O Brasil perdeu, nesta quinta-feira, a partida mais emocionante dos Jogos Pan-Americanos do Rio até o momento na final contra as cubanas e segue com as rivais engasgadas. A missão estabelecida pelo técnico José Roberto Guimarães não foi cumprida.
A vitória das cubanas foi muito sofrida, só conquistada no tiebreak, em parciais de 25-27, 25-22, 22-25, 34-32 e 17-15. Em pelo menos uma vez durante o jogo o árbitro advertiu as cubanas por estarem provocando as brasileiras. As atletas das duas equipes se odeiam.
Cuba é o anticristo do Brasil desde 1996, quando a seleção brasileira foi eliminada da final olímpica de Atlanta pelas cubanas e as atletas se envolveram numa briga campal no local de entrevistas após terem se desentendido na quadra.
Desde que chegaram ao Jogos, as brasileiras tinham deixado bem claro que para elas o Pan-Americano se resumia a vencer as cubanas.
A final do vôlei feminino do Maracanãzinho reuniu o maior público VIP do Pan até agora. O governador Sérgio Cabral, sua esposa, seu pai, o ministro dos Esportes, Orlando Silva, e o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, estavam entre as autoridades.
O ginasta bicampeão pan-americano Diego Hypólito e os ex-altetas Hortência, Paula, Marta, Bernard, Renan, Paulão, Oscar Schimidt, Jaqueline Silva e Marcus Vinícius também reforçavam a torcida.
Cuba também tinha suas estrelas, como o boxeador Teófilo Stevenson. Durante toda a partida, a torcida brasileira incentivou a seleção brasileira, mas não foi o suficiente para evitar a derrota.