Quem
espera por um Audi A8 todo modernoso toma um susto ao se deparar com a nova
geração do luxuoso sedã de meio milhão de reais.
Primeiro
porque, por fora, não inspira ser muito mais do que um mero A4 espichado.
Mesmo
que as formas do A8 agradem, ainda fica a sensação de que o topo de linha da
marca mereceria traços mais egocêntricos. Assim como a Jaguar fez com o XJ.
Dentro
do Audi, porém, o susto é outro. É tanta eletrônica que o motorista precisa
passar por um curso de quase quatro horas para poder se familiarizar com todos
os equipamentos disponíveis.
A
lição começa com o controle adaptativo de cruzeiro, que nada mais é do que a
possibilidade de guiar o carro na cidade sem a necessidade de tocar nos pedais
do freio ou do acelerador.
Basta
ajustar a velocidade máxima e a distância que se quer manter em relação ao
carro da frente para que o A8 siga o fluxo. Sozinho.
MAGNATA
Assim,
a atenção se volta apenas ao volante e às lombadas. Baixo e comprido (são 3,12 m só de entre-eixos), o
Audi raspa fácil em obstáculos. É quando você percebe quão útil é o botão que
eleva a macia suspensão a ar.
Já
o "home theater" Bang & Olufsen com memória para até 3.000
músicas e as quatro poltronas com massageador e ajuste de temperatura tratam
qualquer ocupante como magnata.
Mas
só os de trás têm vidros com cortina elétrica e frigobar (opcional) à
disposição. O motorista, no entanto, diverte-se com o motor 4.2 V8 de 372 cv 22
cv a mais do que o da geração anterior.
Ainda
assim é menos potente que o BMW 750i (407 cv), por exemplo. Em contrapartida, o
Audi é quase 100 kg
mais leve, tem câmbio de oito marchas e tração integral (favorece a aderência).
São
eles que ajudam o A8 a acelerar de 0
a 100
km/h em parcos 6s e sem trancos. Tudo para que a pressa
não tire nenhuma gravata do seu devido lugar.