Com defesas espetaculares e um grande carisma, a goleira Chana se tornou um dos principais nomes da seleção brasileira de handebol na conquista do tricampeonato pan-americano (assista ao lado). Na final contra Cuba, ela, mais uma vez, se desdobrou para segurar os potentes ataques das cubanas e ajudou a equipe a pendurar a medalha de ouro no peito.
O início da trajetória de Chana no handebol, mas especificamente na posição de goleira, aconteceu por circunstâncias inusitadas. Quando mais jovem, ela era gordinha e demonstrava pouca habilidade, o que a forçou a tentar a sorte debaixo da trave. Bom para o Brasil, que tem uma grande jogadora em uma função crucial na modalidade.
Quando eu era criança era gordinha e ruim, por isso acabei sendo "jogada" para o gol. No handebol de hoje acredito que a posição é 60%, 70% do time. Tenho essa consciência e carrego esta responsabilidade dentro de mim - conta ela, que joga handebol há 17 anos.
O bom desempenho da jogadora fez com que ela se transferisse para a europa. Atualmente Chana está jogando no H.C. Randers, na Dinamarca, país que tem a liga mais forte do mundo. A atleta, uma ambiciosa confessa, sonha ser considerada a melhor do mundo na posição.
"Não temos mais diferença para as melhores do mundo"
Chana, goleira sa seleção brasileira
Quero ser a melhor do mundo e para isso tenho que melhorar sempre, diz a jogadora, única da posição escolhida entre as oito melhores jogadoras do mundo.
Chana é apenas uma das diversas brasileiras que jogam nas principais ligas da Europa. A experiência que estas atletas adqüiriram fez com que a seleção brasileira desse um grande salto de qualidade, que se refletiu nos resultados. O Brasil agora enfrenta todas as equipes do mundo em igualdade de condições.
A distância está sendo encurtada, só o que temos que fazer é colocar em prática o que treinamos. Não temos mais diferença para as melhores do mundo. Recentemente jogamos contra a Romênia, vice-campeã mundial, e a Rússia, campeã mundial, e jogamos de igual para igual, afirma.
Uma das grandes chances das meninas de ouro do Brasil provarem esta evolução será nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, já que o passaporte para a competição foi carimbado com o título pan-americano. Chana, entretanto, diz que existem outros desafios até chegar em Pequim.
Não tinha pensado em vaga olímpica ainda, nosso foco é jogo a jogo. Vamos pensar sempre no próximo adversário e na próxima competição, finaliza.
O Brasil disputa o mundial da categoria em dezembro.