A vitória por "apenas" 4 a 1 sobre a Guatemala decepcionou a torcida que acompanhou a primeira partida do Brasil no futsal do Pan. Nesta terça-feira, às 10h15, a seleção nacional volta à quadra para enfrentar Cuba com duas missões: conseguir seu segundo triunfo na competição e recompensar o público.
Para cumprir esses objetivos e praticamente assegurar a classificação para a semifinal, o time treinado pelo técnico Paulo César Oliveira pede que seus jogadores esqueçam a pressão pela vitória.
"Temos que tirar este peso [da obrigação de vencer] das costas dos jogadores. Mas temos que tirar essa responsabilidade desde que os jogadores estejam comprometidos taticamente", disse o treinador após a goleada sobre a Guatemala, ontem.
Se o objetivo brasileiro é divertir a torcida, Cuba aparece como o adversário ideal. O time caribenho, que perdeu para o Paraguai por 2 a 1 na estréia, tem pouca tradição no cenário internacional e chegou a ficar três meses sem treinar por falta de bola apropriada para a modalidade.
"Vai ser difícil fazer previsão de alguma coisa. Eles podem ter muitas oscilações. Se você tiver certeza que você não perde, é neste momento que sofre a derrota. Já tivemos esse tipo de experiência", adverte o técnico brasileiro.
O Brasil venceu cinco dos oitos Mundiais já disputados, mas vem de dois insucessos na competição: ficou com o vice-campeonato em 2000, e com a medalha de bronze quatro anos mais tarde.