A
agência de notícias do Irã sobre obras literárias (Iran Book News Agency, na
sigla em inglês) soltou nota nesta terça-feira, 11, sobre o caso de censura a
Paulo Coelho. De acordo com a agência, o secretário para a sessão especializada
"Revendo Paulo Coelho, opiniões sobre O Alquimista", disse que
"aqueles que dão as diretrizes para os pensamentos e pontos de vista
governam também os sonhos do mundo".
Ehsan
Abbaslou, uma das fontes que embasam o comunicado da agência iraniana, aponta
que o trabalho de Coelho pode ser criticado desde que foi calorosamente
recebido no Irã e acrescenta que seu trabalho não é apenas literatura, mas dá
dicas sobre misticismo e religião.
Ainda,
de acordo com a nota da agência literária iraniana, a expansão de Coelho
trabalha no desenvolvimento da história do misticismo negro; sujeito que surgiu
após a 2ª Guerra Mundial e é seguido por sionistas, cristãos e igreja.
Citado
na nota, Meghdad Hakimi, autor de "Segredos do Alquimista (O que Coelho
Diz?)", afirma que parte do livro subestima as crenças muçulmanas.
"Coelho tenta impor suas opiniões via métodos simbólicos".