O
diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura Terrestre (DNIT), Luiz
Antonio Pagot, reuniu-se com representantes de 21 empresas envolvidas na
pavimentação da BR-163 entre Guarantã do Norte, em Mato Grosso, e
Santarém, no Pará. E deu um recado firme: a obra é para 2011. Ou seja,
deve estar concluída até dezembro. Pagot cobrou um melhor desempenho das
empreiteiras.
“Esse
é o momento de as empresas apresentarem eventuais dificuldades, para
encontrarmos soluções e garantirmos a conclusão dentro desse novo prazo” –
disse. Na primeira semana de fevereiro, um Grupo de Trabalho da autarquia
visitará a rodovia e as instalações das empreiteiras a fim de fiscalizar as
obras e dirimir dúvidas sobre projetos e execução da recuperação do passivo ambiental.
Entre
os assuntos discutidos, destaque para a apreciação da implantação inicial das
obras, bem como o detalhamento da revisão em função de quantitativos, da
distância de jazidas e da alteração de insumos. Além disso, foram avaliados os
cronogramas de implantação e as exigências quanto ao licenciamento e programas
básicos ambientais.
Outro
tema importante foram as soluções possíveis para manter o ritmo de trabalho
adequado durante o inverno amazônico, época de chuvas que se estende de
dezembro a abril.
O
DNIT está asfaltando 1.055
quilômetros da BR-163 entre Mato Grosso e Pará. Para
isso, são investidos mais de R$ 1 bilhão. A pavimentação da rodovia, aberta na
década de 1970, vai ajudar a escoar a produção agrícola (principalmente de
soja) daquela região, estimada em quase 30 mil toneladas por ano.
Mais
do que crescimento econômico, as obras causarão impacto direto na vida das mais
de dois milhões de pessoas que moram na área de influência da rodovia. Por
isso, a preocupação com o meio ambiente é um dos principais elementos do
empreendimento: só nos programas ambientais o DNIT investe R$ 70 milhões, entre
ações compensatórias e de controle do entorno da rodovia.