Sistema
vai contar com equipamentos metereológicos, como radares e pluviômetros, para
tornar mais eficiente a capacidade de prevenção de fenômenos climáticos.
O
governo federal anunciou nesta segunda-feira (17) a criação do Sistema Nacional
de Prevenção e Alerta de Desastres Naturais. A decisão foi informada após
reunião da presidenta Dilma Rousseff com os ministros da Justiça, Defesa,
Ciência e Tecnologia, Integração Nacional e Saúde. A expectativa é a de que o
sistema esteja em funcionamento integral em quatro anos. No entanto, dados das
áreas de risco mais críticas já devem estar disponíveis no próximo verão.
A
montagem do sistema ocorrerá com a modernização dos equipamentos
metereológicos, como radares e pluviômetros, para tornar mais eficiente a
capacidade de prevenção de fenômenos climáticos, como chuvas fortes, e com
mecanismos de alerta para a população de áreas de risco. “Temos que criar um
sistema de alarme, dar conhecimento à população e informar os procedimentos que
ela tem que tomar em casos de risco”, explicou o ministro de Ciência e
Tecnologia, Aloízio Mercadante.
Também
será feito um levantamento geofísico para identificar as áreas de risco.
"Estimamos em aproximadamente 500 as áreas de risco no país, com cerca de
5 milhões de pessoas morando, e temos outras 300 regiões sujeitas a
inundações".
As
ações serão implantadas de forma gradual e a expectativa é que, em quatro anos,
o sistema de defesa e alerta esteja concluído. Mercadante afirma, no entanto,
que até o próximo verão já devem estar identificadas as áreas mais críticas.
Governo mobilizado em diversas
frentes
O
governo federal está colocando em prática diversas ações de apoio à população
das localidades atingidas pelas enchentes dos últimos dias em diversos estados
da Federação. Destinados pela Medida Provisória 522, decretada na última quarta
(12), os R$ 780 milhões serão utilizados na ajuda aos atingidos e obras de
prevenção - e para a recuperação das estradas destruídas pela enchente.
O
pagamento de benefícios dos moradores de algumas cidades atingidas será
adiantado. Pelo menos 10 ministérios estão envolvidos nas operações de resgate,
atendimento às vítimas, reconstrução das áreas atingidas e apoio pós-enchente.
Além
dos R$ 100 milhões repassados ao governo do Rio de Janeiro e aos municípios
atingidos, o Ministério da Integração Nacional colocou à disposição 4 mil
barracas de lona.
O
Ministério da Saúde (MS) enviou 255 mil peças de divulgação para as regiões
afetadas pelas enchentes. São 250 mil cartilhas, cinco mil folhetos e spots de
rádio com informações à população para enfrentamento de situações pós-enchente.
Estão à disposição das equipes de atendimento do Rio de Janeiro sete toneladas
de medicamentos e insumos, suficientes para atender 45 mil pessoas e mais de
150 mil doses de vacina antitetânica.
Foram
reunidos 50 voluntários dos seis hospitais federais da capital fluminense para
atuarem nas regiões atingidas pelas enchentes. O MS ainda deixou 300
profissionais de saúde (médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem) de
prontidão para o atendimento hospitalar e também repassará R$ 8,7 milhões para
custear a ampliação da assistência hospitalar da região e hospitais de
campanha.
Está
instalado na cidade de Nova Friburgo um Hospital de Campanha (HCamp), da
Marinha do Brasil, para atendimento de urgência das vítimas das enchentes. Um
Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais foi enviado à cidade para avaliar a
situação e seleção do local para o posicionamento do HCamp. Trata-se do mesmo
Hospital de Campanha que foi empregado, no início do ano passado, no socorro às
vítimas do terremoto ocorrido no Chile.
Cerca
de 225 homens da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) estão no estado
para auxiliar nos resgates das vítimas. São 80 bombeiros militares
especialistas em resgate, 130 policiais militares e 15 peritos. Junto com a
equipe, foram enviados um helicóptero da Secretaria Nacional de Segurança
Pública, um avião da Polícia Federal, material de busca e salvamento, macas,
materiais de salvamento a altura e cordas.
Também
foram encaminhados para a região quatro helicópteros, seis cães do corpo de
bombeiros treinados em buscas, um mecânico, um caminhão para transporte de
equipamentos, dois médicos legistas e um odonto-legista.
O
governo anunciou o envio de oito mil cestas de alimentos e antecipação do Bolsa
Família para os 20 mil inscritos no programa nas cidades de Nova Friburgo,
Teresópolis e Petrópolis. Também foi anunciado, por meio do Ministério do
Desenvolvimento Social (MDS), o apoio do governo no pagamento de aluguel social
para as pessoas que perderam suas casas.
A
companhia Nacional de Abastecimento (Conab), vinculado ao Ministério da
Agricultura, entregou 11 toneladas de alimentos em Teresópolis, 11 toneladas em
Petrópolis, 11 toneladas em
Nova Friburgo e 11 toneladas em Areal.
Cerca
de 170 mil trabalhadores da região Serrana do Rio de Janeiro poderão ser
beneficiados com a liberação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS),
segundo estimativa da Caixa Econômica Federal . De acordo com o banco, a
expectativa é de que o recurso desses trabalhadores seja liberado até abril.
O
Ministério do Meio Ambiente, por meio do Ibama e do Instituto Chico Mendes,
colocou à disposição da Defesa Civil do Rio de Janeiro uma aeronave, que pode
ser utilizada a qualquer momento. Além disso, uma viatura e o pessoal da base
avançada do instituto em
Nova Friburgo estão dando suporte aos trabalhos de
atendimento às vítimas das enchentes. Outras três viaturas da superintendência
do Ibama no estado estão fazendo o transporte de alimentos e remédios.
Estudantes
que vivem em Petrópolis, Teresópolis, Nova Friburgo e demais municípios
atingidos pelas inundações no estado do Rio de Janeiro receberão bolsas de
assistência estudantil do Ministério da Educação. A condição é terem sido
selecionados para cursos de educação superior pelo Sistema de Seleção Unificada
(Sisu) ou para obtenção de bolsas do Programa Universidade para Todos (ProUni).
A assistência equivale à ajuda de custo de R$ 350 por mês.
Além
da assistência estudantil, o MEC, em parceria com o Ministério das Comunicações
e operadoras de telefonia, oferece acesso gratuito à internet, em lan houses
das cidades afetadas pelas enchentes, para que os estudantes possam fazer a
inscrição no Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Além desses pontos, todos os campi
dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia do Rio de Janeiro e
Fluminense e do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) do Rio de
Janeiro liberaram o acesso à internet aos estudantes. Na região fluminense
afetada pelas enchentes, 9,5 mil estudantes fizeram o Exame Nacional do Ensino
Médio (Enem), cujas notas são usadas no processo de seleção do Sisu.
O
Gabinete de Segurança Institucional (GSI) formalizou um Centro de Coordenação
Operacional em Teresópolis, com o objetivo de estabelecer um processo
definitivo de resgate e socorro às vítimas da enchente, bem como atuar nas
ações de recuperação do município.
Doações em dinheiro podem ser
feitas pelo BB e CEF
O
Banco do Brasil abriu duas contas para doações aos atingidos pelas chuvas nos
municípios de Teresópolis e Nova Friburgo. Os recursos recebidos serão
administrados diretamente pelas prefeituras dos municípios. Os dados da conta
corrente, em nome da Prefeitura de Teresópolis, são: agência 0741-2, conta
corrente 110000-9. Para ajudar às vítimas de Nova Friburgo os dados são:
agência: 0335-2, conta corrente: 120.000-3.
A
caixa Econômica Federal também abriu uma conta, em nome da Defesa Civil, para
que os brasileiros de todo o País possam ajudar os desabrigados das enchentes.
Os dados da conta corrente são: agência 0199, conta corrente: 2011-0, opção 006.