O
juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba, Daniel Surdi de Avelar,
decidiu nesta terça-feira, 18, que o ex-deputado estadual do Paraná Fernando
Ribas Carli Filho, de 29 anos, será submetido a julgamento no Tribunal do Júri.
Ele
é acusado de ter provocado um acidente em 7 de maio de 2009, que resultou na
morte de duas pessoas. A acusação é de que o ex-deputado dirigia a alta
velocidade após ter tomado vinho com amigos em um restaurante. Ele também
estaria com a carteira de habilitação suspensa. "Julgo admissível a
acusação para o fim de pronunciar o réu", afirmou o juiz no processo.
O
advogado de defesa de Carli Filho, Roberto Brzezinski, não retornou as ligações
telefônicas feitas a seu escritório, mas deve recorrer da sentença ao Tribunal
de Justiça. A acusação é de duplo homicídio doloso eventual na forma
qualificada.
De
acordo com o advogado assistente de acusação, Elias Mattar Assad, caso fosse
pronunciado como acidente de trânsito, a pena seria de no máximo quatro anos
com cumprimento em regime aberto. Submetido ao júri, ele pode ser condenado a
pena de 12 a
30 anos de prisão em regime fechado.
De
acordo com a acusação, na madrugada do dia 7, Carli Filho deixou um restaurante
no Bairro Campo Comprido, após ter tomado bebida alcoólica, segundo
testemunhas. Os exames de sangue não foram aceitos como prova pela Justiça, sob
alegação de que a coleta foi feita sem autorização.
Em
uma via onde a velocidade máxima permitida é de 60 quilômetros por
hora, o carro desenvolvia velocidade entre 161 e 173 quilômetros por
hora, de acordo com perícia do Instituto de Criminalística.
Ele
acabou atingindo o carro que era dirigido por Gilmar Rafael Yared, de 26 anos,
e que levava como passageiro Murilo de Almeida, de 20 anos. O ex-deputado
sofreu várias fraturas, mas já está recuperado. Ele responde ao processo em
liberdade, trabalhando em uma rádio da família em Guarapuava, na região central
do Paraná. Carli Filho renunciou ao mandato de deputado estadual quando a
Assembleia Legislativa estava prestes a abrir processo no Conselho de Ética.