O
presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cezar Peluso, negou
nesta sexta-feira (28) o pedido de liminar para garantir a posse no Senado
Federal, no dia 1 º de feveiro, do ex-governador da Paraíba Cássio Cunha Lima.
Agora, o ex-governador tem de esperar o julgamento do STF.
Ele
teve o registro barrado pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB)
com base na Lei da Ficha Limpa, recorreu ao STF, mas diante da proximidade da
data da posse decidiu pedir uma decisão em caráter de urgência.
Se
tivesse o registro liberado, Cunha Lima teria sido eleito senador em primeiro
lugar, com mais de 1 milhão de votos. A Justiça Eleitoral considerou nulos os
votos obtidos pelo ex-governador.
Nesta
quinta, o presidente do STF também negou pedido semelhante formulado pelo
ex-governador do Amapá João Capiberibe, também barrado pela ficha limpa. Na
decisão, Peluso afirmou que não existe risco de dano irreversível ao político
se o caso for examinado durante a próxima legislatura. O registro de Cássio
Cunha Lima foi barrado porque ele teve o mandato de governador cassado pelo
TSE, em 2008.
Ele
foi condenado por dois motivos: abuso de poder econômico e político e por
conduta vedada a agente público. Segundo a acusação de abuso de poder, Cunha
Lima foi condenado a pena de 3 anos de inelegibilidade, sentença já cumprida.
De
acordo com o presidente do STF há dúvidas sobre o alcance da condenação ou das
condenações impostas a Cunha Lima. O processo será distribuído ao relator no
próximo dia 1º de fevereiro, quando termina o recesso judiciário.