Depois
de quatro meses de vigência, o horário de verão terminou à meia-noite deste
sábado, quando os relógios foram atrasados uma hora nas regiões Sul, Sudeste e
Centro-Oeste do país. Foram 18 semanas, contadas a partir de 17 de outubro.
A
medida, neste ano, teve resultados inferiores ao esperado pelo setor elétrico e
em relação à edição anterior. O horário especial é mantido pelo governo federal
para reduzir o consumo de energia no horário de pico, das 18h às 21h. Desta
vez, houve uma redução de demanda nesse período de 4,4%. Na edição passada, a
economia foi maior: 4,7%.
O
horário é adotado no país com o objetivo principal de aliviar as redes de
transmissão de energia nos períodos do dia em que o consumo é mais intenso.
No
verão, a medida se justifica também por causa do calor --que eleva o consumo de
energia--, da alta atividade industrial e da possibilidade de aproveitamento da
luz natural do dia.
O
governo alega que o procedimento aumenta a segurança do sistema elétrico e
diminui os custos de geração. Reduz a necessidade de reforçar investimentos em
linhas de transmissão.
Decreto
presidencial estipula que a mudança no horário ocorra sempre no terceiro
domingo de outubro e termine no terceiro domingo de fevereiro. Se a data
coincidir com o domingo de Carnaval, o final do horário de verão é transferido
para o próximo domingo.