Quarta-feira, 23 de Fevereiro de 2011         07h37        435
Presa sob escombros na Nova Zelândia, mulher se despede dos filhos pelo celular
BBC/PCS
Reuters
 <b>Presa sob escombros na Nova Zelândia, mulher se despede dos filhos pelo celular
Equipes de emergência trabalham no edifício Pyne Gould Guinness, onde a australiana Ann Voss está presa
   Mais imagens

Uma australiana presa sob os escombros de um edifício desabado após o terremoto desta terça-feira em Christchurch, na Nova Zelândia, conseguiu ligar para os filhos para se despedir e chegou a dar entrevistas à mídia local para pedir ajuda antes que a bateria de seu celular acabasse.

A mulher de meia idade, identificada como Ann Voss, disse ter sobrevivido ao tremor ao buscar refúgio debaixo de sua mesa no escritório onde trabalhava, no edifício Pyne Gould Guinness.

"Fui para debaixo da mesa (quando o tremor começou) e o teto caiu sobre a mesa. Estou apertada aqui debaixo, não consigo me movimentar", disse ela à TV Seven Network. No escuro e com um ferimento na mão, ela disse que a experiência estava sendo "absolutamente aterrorizante".

Voss é uma das cerca de 300 pessoas que as autoridades neozelandesas acreditam estarem ainda presas sob os escombros de construções desabadas em Christchurch. Na manhã desta quarta-feira, o resgate da australiana chegou a ser anunciado pela mídia local, mas pouco depois se descobriu que a mulher chamada Anne retirada dos escombros do mesmo edifício era outra pessoa.

Limite
"Há pouco tempo pensei que tinha chegado ao limite, que era tchau Ann, mas consegui me mover um pouco e respirar um pouco melhor, porque não estava conseguindo respirar, não tinha ar", disse Voss a outro canal neozelandês, o TV 3.

"Agora tenho um pouco mais de ar, estou mais contente", disse. Ela contou ainda ter deixado uma mensagem de despedida no celular do filho e ter falado com a filha, numa situação descrita por ela como "horrível".

"Minha filha estava chorando, e eu estava chorando, porque realmente pensei que tinha acabado ali. Mas você precisa dizer a eles que os ama, não?", disse. A mulher disse ainda estar com um sangramento na mão, que ela acredita ter sido atingida por estilhaços de vidro ou pedaços do piso.

"Não vou desistir"
Ela contou ter se comunicado com um dos colegas do escritório, Jim, batendo em sua mesa, mas que não havia escutado nada de uma outra colega que estava no local na hora do terremoto. "Eu fico batendo na mesa e Jim bate de volta. Espero que ele me escute. Espero que alguém saiba que eu estou aqui", disse.

"Não tenho ideia do que aconteceu com o prédio. Não consigo ver nada e estou presa debaixo da minha mesa. Não posso ver nada, está tudo escuro", relatou. "Vou aguentar aqui. Mas de vez em quando sinto outro tremor e penso: “O que vai acontecer?”. Vou ficar bem, vou aguentar", disse.

"Não vou desistir. Tenho que esperar agora. Já passei por tudo isso. Vou me manter acordada, espero que eles venham me resgatar", afirmou. Segundo o diário australiano Sydney Morning Herald, o filho de Voss, Robert, 31 anos, que vive em Melbourne, teria viajado na manhã desta quarta-feira a Christchurch para acompanhar as operações de resgate da mãe.

 

 

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Edição de Notícias. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. Edição de Notícias poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

Nome Profissão
E-Mail Localidade
Comentário

 
 
 
   voltar  imprimir  indicar para amigo
 
 
 
 
 
 
 
 
PARCEIROS
 
 
 
 
 
  Acidentes   Artigo   Brasil   Brasil 2014   Cidades   Ciência e Saúde
  Coxim   Cultura   Economia   Educação   Eleições 2012   Emprego e Concursos
  Enquete   Esportes   Feriadão   Geral   Internauta Repórter   Mundo
  Olimpíadas 2012   Polícia   Política   Tecnologia   Turismo   Veículos

2007-2012 edicaoms.com.br Todos os direitos reservados. Política de privacidade. 737  

contato