O presidente do Equador, Rafael Correa, decretou hoje (11) estado
de emergência no país, por 90 dias, e determinou que as pessoas que vivem nas
regiões costeiras equatorianas deixem suas casas.
Correa afirmou que a decisão
foi tomada em decorrência do alerta de tsunami e terremoto feito pelo governo
japonês. O Japão registrou hoje tremores de 8,8 graus na escala Richter, o pior
da história recente do país.
As informações são da imprensa estatal equatoriana, a Agência
Pública de Notícias do Equador e América do Sul (Andes). Correa pediu aos
pescadores que suspendam temporariamente suas atividades e prometeu que
policiais vigiarão os bens dos trabalhadores. "É uma situação de
emergência nacional grave", disse o presidente.
Segundo Correa, é necessário evitar o pânico, mas manter o alerta.
"Precisamos da colaboração dos cidadãos para não entrar em pânico,
proteger as vidas humanas. Ninguém pode ficar no perfil costeiro ", disse
ele, que determinou a suspensão das aulas nas regiões da costa.
O presidente não descartou mudanças de cronograma de uma série de
atividades políticas programadas para os próximos dias, como uma reunião de
chanceleres da União de Nações Latino-Americanas (Unasul) e uma conversa com os
ministros marcada para hoje.
O ministro da Saúde do Equador, David Chiriboga, disse também que
os hospitais que estão a 50
metros de altura do nível do mar serão esvaziados.
Segundo especialistas do Instituto Geofísico equatoriano, há risco dos tsunamis
atingirem as Ilhas Galápagos. Porém, em comunicado, o Instituto Oceanográfico
da Marinha do Equador (Inoc) informou que não é necessário retirar a população
do litoral equatoriano."