A
usina nuclear de Fukushima sofreu uma explosão neste sábado, segundo imagens da
televisão japonesa, um dia depois do violento terremoto seguido de tsunami que
devastou a região nordeste do país.
Segundo
a fonte, os moradores dos arredores da central nuclear foram aconselhados a
permanecer em casa, não beber água encanada e proteger o rosto com máscaras ou
toalhas molhadas, em meio a informações de que os arredores da instalação
apresentava uma radioatividade 20 vezes superior às condições normais. Também circularam
informações de que partes da instalação haviam desabado.
De
acordo com a televisão pública NHK, vários empregados da usina ficaram
feridos na explosão que ocorreu às 16h local (3h de Brasília) por razões ainda
desconhecidas.
Mais
cedo, a agência Jiji havia anunciado que era altamente provável que
estivesse ocorrendo uma fusão no reator número um de Fukushima. Um porta-voz da
companhia elétrica Tokyo Electric Power (Tepco), titular da central, negou, no
entanto, que tal fenômeno estivese acontecendo e afirmou que a companhia estava
tentando fazer subir o nível de água para esfriar o reator.
A
Tepco também informou ter liberado vapor radioativo para reduzir a pressão
excessiva no reator da central nuclear. "Seguindo as instruções do
governo, liberamos parte do vapor, que contém substâncias radioativas",
explicou um porta-voz da Tepco. "Acompanhamos a situação e até o momento
não há problemas", disse.
A
radioatividade registrada na sala de controle do reator da central de Fukushima
1 chegou a atingir um nível mil vezes superior ao normal após problemas de
refrigeração provocados pelo terremoto.
Antes
da liberação do vapor radioativo, as autoridades decretaram uma zona de
isolamento de 10 km
em torno de Fukushima 1, envolvendo mais de 45 mil pessoas que vivem na região.