As
autoridades japonesas elevaram neste domingo para 1.217 o número de mortos e
1.086 o de desaparecidos pelo terremoto de sexta-feira, enquanto especialistas
advertiram que as réplicas podem se prolongar durante toda a semana.
Espera-se
que o número de vítimas continue aumentando, pois só na província de Miyagi a
Polícia acredita que haverá, pelo menos, dez mil mortes, a maioria em
Minamisanriku, uma localidade litorânea totalmente arrasada pelo tsunami que
seguiu o terremoto.
Também
há outras 1.167 pessoas desaparecidas na província de Fukushima, segundo a
apuração das autoridades locais. Por outra parte, os especialistas alertaram
que o nordeste do país sofrerá réplicas durante uma semana e que há 70% de
possibilidades de que alguma delas supere, antes de quarta-feira, os 7 graus de
magnitude na escala Richter.
O
diretor da Agência Meteorológica do Japão, Takashi Yokota, indicou à TV NHK
que, dentro de três dias, esse risco se reduzirá em 50% em uma área de 500 km de comprimento e 200
de largura no litoral das províncias de Ibaraki e Miyagi.
Mais
de 100 mil militares foram desdobrados para socorrer as vítimas, ajudados por
resgatistas e pessoal especializado de quase 70 países, além do porta-aviões
americano Ronald Reagan.
Além do resgate, a atenção se centra na situação de
duas usinas nucleares de Fukushima, onde há vários reatores com problemas de
superaquecimento depois que os cortes de energia gerados pelo terremoto
danificaram o sistema de refrigeração.
Cerca
de 210 mil pessoas foram evacuadas em um raio de 20 quilômetros ao
redor da central número 1 de Fukushima, enquanto em todo o país o número de
evacuados chega a 390 mil.
O primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, pediu neste
domingo união a seus cidadãos para enfrentar as consequências do grave terremoto
de sexta-feira, que qualificou como a pior crise enfrentada pelo país desde o
final da Segunda Guerra Mundial.