Um das cidades mais afetadas pelo terremoto seguido
de tsunami que devastou a costa do Japão na sexta, a cidade de Sendai, a cerca
de 300 km de Tóquio, enfrenta falta de comida e combustível, relata a enviada ao
local, Thassia Ohphata.
“Nesta segunda, vários postos de gasolina, supermercados e lojas de
conveniência amanheceram com intermináveis filas”, contou por telefone a
repórter de Utsunomyia, na província de Tochigi, ao retornar após uma viagem
que durou 24 horas a partir de Tóquio devido às estradas destruídas.
“Há lama, plantações inundadas pela água do mar, além de muitos objetos, móveis
e carros que foram arremessados pela onda gigante que atingiu a costa logo após
o terremoto. De acordo com relatos de moradores, é provável que ainda tenham
muitos corpos nestes veículos, ou seja, o número de mortos ainda pode aumentar
muito nos próximos dias”, afirma.
As pessoas que perderam suas casas ou que estão em
locais onde falta energia, afirma a repórter, continuam abrigadas em escolas,
parques, ginásios ou locais públicos. Nestes lugares, estão sendo distribuídos
alimentos, água, roupa e remédios.
“Apesar dessas dificuldades, percebe-se que tudo é muito bem organizado, já que
o Japão realiza periodicamente treinamentos para lidar com estas catástrofes”,
diz.
MEDO DE RADIAÇÃO - Nesta segunda,
relata Thassia Ohphata, aumentou a tensão na região após o anúncio da explosão
da cúpula protetora do reator 3 da usina nuclear de Fukushima, o que deixou a
população “apavorada com a possibilidade de contaminação por radioatividade”.