Funcionários da Usina Nuclear de Fukushima, no Japão, afetada por
explosões após o tremor do último dia 11, voltaram hoje (16) ao local. O
objetivo dos técnicos é tentar esfriar e estabilizar os reatores. O porta-voz
do governo japonês, Yukio Edano, disse que os níveis de radiação caíram na
usina.
No começo do dia de hoje, o governo japonês obrigou os técnicos a
suspender as tentativas de estabilizar os reatores por causa de um pico nos
níveis de radiação na usina. Momentos antes, a unidade (no Nordeste do país)
começou a expelir uma fumaça branca, intensificando os temores de um acidente
radioativo.
A fumaça teve início poucas horas após a ocorrência de um novo
incêndio no reator 4 da instalação, que ainda estava sendo combatido. Segundo a
Tokyo Electric Power Co (Tepco), que opera a usina, a fumaça poderia ser um
vapor, produzido pelo superaquecimento de um tanque de combustível.
A usina sofreu quatro explosões nos últimos dias, que provocaram o
vazamento de elementos radioativos. Os técnicos trabalham em Fukushima, jogando
água do mar nos reatores para tentar estabilizá-los e evitar um
superaquecimento.
O sistema de resfriamento de Fukushima foi danificado durante o
terremoto de 9 graus de magnitude na escala Richter, registrado na última
sexta-feira (11), e o tsunami que devastaram a costa leste do país. Funcionários
do governo aconselharam moradores, em um raio de 20 a 30 quilômetros da usina,
a deixar a área ou permanecer abrigados.
Em Tóquio, a mais de 200 quilômetros de Fukushima, o nível de
radiação teve pequena elevação, suficiente para amedontrar os moradores, que
começam a estocar mantimentos.
O governo confirmou a morte de mais de 3 mil pessoas, mas teme que
o número seja superior a 10 mil.
Cerca de 500 mil pessoas estão em abrigos temporários, que sofrem
com a falta de comida, água, eletricidade e combustível. Também há escassez de
cobertores em alguns lugares, enquanto a meteorologia prevê temperaturas abaixo
de zero e nevascas.