A
paralisação dos professores deixa 290 mil alunos sem aulas nesta quarta-feira em Mato Grosso do Sul. Em Campo Grande, somente
escolas da rede estadual foram fechadas. Os 4.500 professores da rede municipal
de ensino não aderiram ao movimento, mantendo as escolas abertas.
Na
escola estadual Lúcia Martins Coelho, o portão está trancado. Já no colégio
Joaquim Murtinho, onde 2.400 alunos não terão aulas, a secretaria funciona de
forma normal.
“A
escola tem função pública. Às vezes vem um pedido de transferência ou
comunicação de viagem”, salienta o diretor Lucílio Souza Nobre. De acordo com
ele, a aula de hoje será resposta no dia 18 de junho, um sábado. O diretor
alerta que o cursinho pré-vestibular e o curso de Libras, realizados no período
noturno, não terão interrupção.
A
paralisação foi decidida em assembléia realizada no dia 8 de fevereiro na
Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul). Hoje, a
lei instituindo o piso nacional para a categoria completa três anos. A lei foi
contestada no STF (Supremo Tribunal Federal) por Mato Grosso do Sul, Paraná,
Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Ceará.
Dentre
as principais reivindicações dos trabalhadores da Educação está o reajuste
salarial, no ano passado foi aprovado índice de 6%.
Os
professores querem chegar em 2013 recebendo o piso nacional e trabalhando 20
horas. Atualmente eles ganham, em média, R$ 1.750 numa escala de 40 horas.
Município
De acordo com o presidente da ACP (Sindicato Campo-grandense dos
Profissionais de Educação Pública), Geraldo Alves Gonçalves, a rede municipal
não aderiu ao movimento porque a data base de negociação salarial é o mês de
maio.
“O
carro chefe da paralisação é a insatisfação quanto o reajuste de 6% para os
professores da rede estadual. E essa pauta não é nossa”, afirma. Hoje, a
reportagem constatou que as escolas municipais estão abertas, como a Arlindo
Lima e Bernardo Franco Baís.