A Polícia Militar anunciou a expulsão de mais quatro policiais
militares, condenados em processos administrativos. Só este ano, já são 37
casos de expulsão, envolvendo inclusive alguns com patentes. Entre os quatro
expulsos agora, um deles, o cabo Joenil Ribeiro Pires, foi acusado de estar
envolvido numa quadrilha que tentou arrombar o cofre do Banco do Brasil em
Chapada dos Guimarães, em julho de 2009. Os policiais expulsos recebem a pecha
de “farda suja”.
O cabo estava escalado de serviço no turno de 24 horas, do dia 23
de junho, tendo usado o aparelho celular para realizar ligações para membros da
quadrilha que tentou arrombar o cofre do BB na madrugada do dia 24. No assalto,
5 assaltantes foram mortos em confronto com policiais do Bope. O cabo também foi
preso, acusado de facilitar a ação dos bandidos.
Ficou ainda comprovado através de escutas telefônicas realizadas
com autorização judicial que o cabo realizou o transporte dos cilindros de
oxigênio e acetileno de Cuiabá para Chapada, usando a viatura policial,
materiais que formam uma espécie de maçarico que seria utilizado para arrombar
os cofres.
Outro expulso na foi o sargento Miguel Leão Filho, preso em
flagrante pela Polícia Federal de Cáceres, no Oeste do Estado, em
setembro de 2006, acusado de tráfico de drogas. O sargento já foi condenado
pela Justiça a qautro anos de prisão pelo crime. Miguel estaria
envolvido com narcotráfico, tendo sido contratado para realizar o transporte de
drogas da cidade de San Mathias, na Bolívia, para Goiânia (GO).
Também foi expulso o cabo Everaldo Silva e Souza. A Comissão
de Disciplina da PM apurou a conduta do cabo e constatou pelo menos três
episódios de irregularidades. O primeiro deles foi em 2001, em Colíder, quando
o policial exigiu da dona de um hotel o pagamento de R$ 1,8 mil. em Alta Floresta,
Everaldo teria exigido R$ 5 mil de José Carlos da Silva, vulgo “Pelogo”, que se
encontrava detido por abuso sexual contra uma adolescente. no distrito de União
do Norte, novamente Everaldo propôs alterar a tipificação de uma ocorrência –
no caso, um furto - em troca de dinheiro, que foi exigido de Cícero da Silva
Outro na leva de expulsão está Nicolau Jorge Budib. Ele foi
flagrado em Várzea
Grande em dezembro do ano passado cometendo furto, mas outras
acusações pesam contra ele, como ter sido visto por guardas municipais em posse
de uma motocicleta com queixa de furto ou roubo no Centro de Várzea Grande (em
setembro de 2009) e ter subtraído uma carteira com R$ 100 de uma pessoa que foi
confeccionar um boletim de ocorrência no Cisc Parque do Lago.
O número total de expulsões da PM chama atenção por já superar a
quantidade ocorridas no ano passado, quando foram registrados 16 casos. Também
já é maior que o total do ano anterior, que foi de 32. As razões para as
exonerações têm sido das mais variadas, como transgressões disciplinares e
crimes como homicídio.