Pouco
mais de duas semanas após um terremoto de magnitude 9 atingir o Japão e um
tsunami varrer a costa nordeste do país, o número de mortos confirmados pela
polícia superou os 11 mil, segundo último balanço divulgado nesta terça-feira
(29).
De
acordo com a polícia japonesa, a tragédia deixou 11.063 mortos confirmados e
17.258 desaparecidos. O número de mortos, porém, não é definitivo e deve subir.
Há pelo menos 18 mil casas destruídas e mais de 130 mil edifícios danificados,
sobretudo nas áreas litorâneas do nordeste japonês, onde se espera encontrar
mais vítimas à medida que avançarem os trabalhos de remoção de escombros.
Depois
da sequência de desastres naturais, os piores desde a Segunda Guerra Mundial,
250 mil pessoas tiveram que sair de seus lares e foram parar em 1.900 abrigos
temporários disponibilizados pelo governo.
O
inesperado frio registrado na região nordeste do Japão, com temperaturas abaixo
de zero na madrugada desta sexta, complica a situação de quem perdeu tudo.
Pouco
a pouco a infraestrutura básica nas áreas assoladas pelo tsunami do dia 11
estão sendo recuperadas.
A
estrada de Tohoku, que liga Tóquio às áreas mais devastadas pelo potente
terremoto, foi reaberta ao tráfego na quinta-feira. Também já estão funcionando
portos e aeroportos das regiões afetadas para facilitar o trabalho das equipes
de resgate.
Desde
o terremoto do dia 11, o Japão já foi atingido por 700 réplicas. Quase todo dia
o país é sacudido por um tremor de magnitude 6. E é nesse quadro que operários
e militares trabalham, dia e noite, para tentar controlar a situação na usina
nuclear de Fukushima, que ficou sem a eletricidade necessária para resfriar
seus reatores e sob o risco de espalhar no ar radioatividade nociva aos seres
humanos.
(*) Com informações das agências de notícias EFE e France
Presse.