A
partir de segunda-feira, o governo brasileiro irá monitorar amostras de
alimentos vindos do Japão. A decisão, divulgada nesta quinta-feira, é da
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Produtos que apresentarem níveis
de radiação acima dos limites permitidos não seguirão para o mercado, sendo
descartados ou reenviados para o Japão.
A
nota técnica informa ainda que, também a partir de segunda, a importação de
alimentos japoneses ao Brasil ficará condicionada à apresentação de declaração
das autoridades sanitárias do Japão de que os produtos não contêm níveis de
radiação acima dos limites permitidos.
O
governo informa que se trata apenas de uma medida preventiva, já que, apesar de
o volume de alimentos importados do Japão ser reduzido, análises realizadas no
país e divulgadas pelas autoridades japonesas têm mostrado que seus alimentos,
estão, sim, sendo contaminados. De um total de 669 amostras de alimentos
analisadas até a quinta-feira, 124 apresentaram níveis superiores aos limites
estabelecidos para consumo humano.
A
coleta de amostras será realizada pela Anvisa ou pelo Mapa, de acordo com as
competências legais de cada órgão, e encaminhadas ao Instituto da Radioproteção
e Dosimetria (IRD) ou ao Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen)
da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) para análise.