O
governo dos Estados Unidos afirmou neste domingo que o presidente da Costa do
Marfim, Laurent Gbagbo, que não é reconhecido pela comunidade internacional,
deve renunciar de maneira imediata.
"Os Estados Unidos pedem ao
ex-presidente Laurent Gbagbo uma renúncia imediata", afirma a secretária
de Estado Hillary Clinton em um comunicado. "Gbagbo está levando a Costa
do Marfim à anarquia. O caminho à frente é claro. Ele deve se afastar agora
para que termine o conflito".
O
pedido foi feito após um dia de intensos combates no centro de Abidjan. Gbagbo
rejeita os pedidos da comunidade internacional para que deixe o poder, em meio
a uma ofensiva das tropas que respaldam o presidente reconhecido
internacionalmente, Alassane Outtara, em Abidjan. A Cruz
Vermelha informou que 800 pessoas morreram na localidade de Duekoue, oeste do
país.
Costa
do Marfim: da eleição presidencial a nova guerra civil
Em 28 de novembro de 2010, os eleitores da Costa do Marfim foram às urnas na
esperança de escolher o novo presidente para um país que há menos de 10 anos
vivera uma violenta guerra civil. No entanto, quatro meses depois, quando o
novo governo já poderia estar em plena gestação, o país se encontra dividido
entre forças rivais que disputam a vitória eleitoral e, com ela, a liderança
legítima da nação.
De
um lado está Laurent Gbagbo, presidente desde 2000 e com sede no Sul do país;
do outro, Alassane Ouattara, sediado no Norte e com amplo apoio da comunidade
internacional. Enquanto a pressão pela renúncia de Gbagbo cresce e o avanço de
Ouattara em direção a Abidjan se concretiza, o país se aproxima de guerra
civil, na qual dezenas de milhares morreram e milhares deixaram o país.