O
governo japonês informou nesta quinta-feira (7) que estuda ampliar de 20 para 30 km o perímetro de
segurança ao redor da usina nuclear de Fukushima, devido ao risco de exposição
à radiação durante um período longo. O Japão pode, então, esvaziar novas
cidades que estão na área pesquisada.
O
porta-voz do governo japonês, Yukio Edano, disse que as autoridades consideram
ordenar a retirada de habitantes da área entre 20 e 30 km ao redor da central
atômica, para os quais há atualmente apenas a recomendação de permanecerem
trancados em suas casas.
A
usina de Fukushima foi seriamente afetada pelos desastres naturais do dia 11 de
março. Problemas levaram à contaminação de área e mar na região.
Edano
sugeriu que o governo pode modificar os índices usados como limite até uma
ordem de retirada, já que essas taxas “são estabelecidas assumindo um acidente
que libere um alto nível de radiação em um curto espaço de tempo”.
O
governo japonês pediu a especialistas que estudem medidas para evitar o risco
de a população se expor de maneira prolongada, já que a crise de Fukushima
Daiichi não dá mostras de estar perto do fim.
Atualmente,
o governo japonês fixa o limite de 50 milisievert para esvaziar uma área,
embora a Agência de Segurança Nuclear do Japão tenha recomendado que sejam
desalojadas as zonas com um nível anual de radiação de 20 milisievert.
O
Executivo japonês também estuda a possibilidade de permitir aos habitantes da
zona de segurança de 20 km
voltarem temporariamente a suas casas para recolher pertences e objetos de
valor.