O G20 (grupo formado por representantes de países ricos e dos
principais emergentes) chegou nesta sexta-feira (15) a um acordo sobre as
regras para identificar e prevenir crises na economia global, como a de 2008 e
2009.
O grupo deve fazer uma lista das economias com desequilíbrios mais
fortes e que precisam de um exame mais detalhado. Segundo uma fonte da
delegação americana, a lista poderá ser publicada nas próximas semanas.
Estados Unidos, Alemanha, China e Japão estão certamente nesta
lista, segundo uma fonte próxima às negociações. Outros países podem se somar a
ela.
Em novembro, os líderes do G20 devem se reunir na França para
determinar quais as recomendações às nações que mais apresentarem problemas
econômicos. A expectativa dos analistas é de que a avaliação seja semelhante à
do FMI (Fundo Monetário Internacional) – a de uma visão otimista da economia,
mesmo com a recente disparada do preço do petróleo.
Controle de capitais
A questão da cotação de moedas e a reforma do sistema monetário
internacional também será abordada. A França impulsiona a elaboração de um
calendário para a integração da moeda chinesa às moedas que integram o ativo
monetário do FMI junto ao dólar, ao euro, ao iene e à libra esterlina.
No início de abril, o Fundo divulgou um estudo em que analisava as
saídas para as economias emergentes na atual situação global de superpotências
enfraquecidas, de dólar desvalorizado e de inflação crescendo sem parar em
vários países.
Foi a primeira vez em sua história que o FMI aceitou que impor
barreiras à entrada de capitais pode ser uma ferramenta útil. Isso porque, com
a desvalorização do dólar, as moedas de cada país acabam se valorizando muito,
o que torna os produtos nacionais desvantajosos em relação aos importados.