Após
o auxilio moradia dos juízes de Mato Grosso do Sul ganhar o noticiário como
mordomia estadual, agora os salários de promotores e procuradores
sul-mato-grossenses viram manchete.
O
jornal o Estado de São Paulo publicou reportagem sobre os vencimentos que
superam a remuneração de ministros no Brasil, graças a bolsa-aluguel, paga até
a promotores que já estão aposentados.
Investigação
do Conselho Nacional do Ministério Público identificou que promotores
incorporam como remuneração o auxílio-moradia, de R$ 2 mil a R$ 4,8 mil, e, em
muitos casos, ultrapassam o teto constitucional de R$ 26,7 mil.
Em Mato Grosso do Sul, os 191 promotores e
procuradores recebem salários de R$ 18 mil a R$ 24 mil. Todos ganham mais 20%,
entre R$ 3,6 mil a R$ 4,8 mil, como auxílio-moradia, o que pode alcançar quase
R$ 30 mil.
A
análise é de que os servidores que deveriam fiscalizar o cumprimento das leis
estão se valendo de legislação que eles mesmos criaram - e só eles podem mudar
- para engordar os próprios salários.
Levantamento
feito pelo jornal mostra que ao menos 950 promotores e procuradores do País
recebem mensalmente uma espécie de "bolsa-aluguel".
O
benefício é pago hoje, além de Mato Grosso do Sul, no Amapá, Mato Grosso,
Rondônia e Santa Catarina. No total, são gastos, no mínimo, R$ 40 milhões por
ano com essa despesa dos promotores, cujos salários vão de R$ 15 mil a R$ 24
mil.
Ainda
segundo o Estadão, a justificativa é que leis estaduais permitem esse tipo de
auxílio.