Um estudo do Ipea (Instituto
de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgado nesta terça-feira (10) revela que 11%
dos internautas brasileiros já fizeram cursos online.
De acordo com a pesquisa,
dos 63 milhões de usuários de internet que existem no Brasil, conforme mostrou
o censo realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)
em 2009, aproximadamente 6,9 milhões estudam ou já estudaram à distância pela
web.
O levantamento aponta o
perfil do brasileiro que faz cursos online. Em sua maioria, eles são homens com
formação universitária e com renda mensal acima da média.
Isso quer dizer que dos 7 milhões de brasileiros que já estudaram pela
internet, 22% têm ensino superior e 21% são da classe A. Além disso, 12% do
total são homens, enquanto as mulheres representam 10%.
Quando a questão é faixa
etária, o estudo aponta que não há grandes diferenças entre as idades dos
usuários que estudam pela internet. Pessoas que têm entre 25 e 34 anos estão na
ponta da tabela. Elas representam 16%. No entanto, o número de alunos é bem
distribuído entre todos os brasileiros que estão na faixa de 16 a 44 anos.
A região
Sudeste do país concentra 12% dos alunos de cursos online. Mas, também neste
aspecto, os números são bem parecidos. Centro-Oeste e Norte possuem índices bem
próximos do primeiro colocado, com 11% e 10% respectivamente. A surpresa fica
para a região Sul do Brasil, que tem apenas 9%.
Procura
A educação à distância tem conquistado mais adeptos com o desenvolvimento da
tecnologia. A comunicação em tempo real permite contato com o conhecimento, com
professores e colegas por meio de salas virtuais, sem precisar sair de casa.
Em outros países já é possível encontrar instituições de ensino que trabalham
exclusivamente com a educação à distância. Mas, no Brasil, as escolas e
universidades que trabalham com este tipo de educação ainda mantêm cursos
presenciais.
Mesmo assim, o número de cursos não-presenciais cresceu quase 20 vezes entre
2002 e 2009, saltando de 46 graduações abertas para 844 no mesmo intervalo,
segundo um levantamento recente do MEC (Ministério da Educação).
Em porcentagem, o "boom" representa 1.834% de crescimento em sete
anos. A procura dos estudantes pelo modelo de ensino também cresceu muito em
sete anos - subiu de 40,7 mil matrículas, em 2002, para 838,1 mil em 2009, um
aumento de 2.059%.